Shireen Abu Akleh foi atingida a tiro, quando fazia cobertura de uma operação militar

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 14 mai 2022 (Ecclesia) – O Patriarcado Latino de Jerusalém publicou uma nota sobre a morte de Shireen Abu Akleh, jornalista que foi atingida a tiro, quando fazia cobertura de uma operação militar do Exército de Israel, pedindo uma “investigação completa”.

“Pedimos uma investigação completa e urgente de todas as circunstâncias do seu assassinato e que leve os responsáveis à justiça”, refere a nota, divulgada online pelos responsáveis católicos.

O Patriarcado manifestou o seu “choque” com a morte da repórter palestina, na manhã de quarta-feira, considerando que este caso “traz de volta à consciência humana a necessidade de encontrar uma solução justa para o conflito palestino, que se recusa a cair no esquecimento”.

“Rezamos pelo descanso da alma de Shireen Abu Akleh, que foi exemplo de dever e voz forte para o seu povo”, refere a nota, que deixa ainda orações para que o povo palestino “encontre o seu caminho para a liberdade e a paz”.

Os responsáveis católicos rezam pela recuperação do jornalista Ali Samouri, que também foi ferido, e por “todos os jornalistas do mundo que corajosamente realizam o seu trabalho”.

Esta sexta-feira, imagens transmitidas pela TV Palestina mostraram o caixão da repórter da Al Jazeera a ser empurrado, enquanto a polícia dispersava a multidão que empunhava bandeiras da Palestina, protestando contra a ação das forças militares israelitas.

A jornalista foi morta com um tiro no rosto, quando se encontrava a fazer a cobertura do conflito entre forças israelitas e palestinianas, vestida com um colete e um capacete que a identificavam como profissional da imprensa.

“A conclusão do relatório preliminar é que não é possível determinar a origem do tiro que atingiu e matou a repórter”, refere uma nota divulgada pelo Exército de Israel.

OC

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