Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre denuncia discriminação contra minoria, em documentário que emitido no programa «70×7»

Lisboa, 26 fev 2021 (Ecclesia) – A Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) produziu um documentário sobre o “êxodo” dos cristãos no Iraque, país que o Papa visita de 5 a 8 de março, destacando a diminuição destas comunidades em mais de 80%, desde 2003.

A fundação pontifícia sublinha a discriminação contra minoria católica e ortodoxa, que se alarga atualmente ao esforço de reconstrução, após a derrota do autoproclamado Estado Islâmico.

“Enquanto centenas de ONG trabalham a partir de Mossul e Erbil, poucas trabalham em áreas cristãs, principalmente devido à perceção de que os cristãos são mais instruídos e têm melhores recursos do que outras comunidades no Iraque”, indica um estudo da organização, enviado à Agência ECCLESIA.

O documentário vai estar em destaque na próxima emissão do programa ‘70×7’, este domingo, pelas 15h30, na RTP2.

A AIS considera que os cristãos, juntamente com os yazidis, “têm sido as maiores vítimas de agressão nos últimos 17 anos, e merecem uma parte dos recursos que estão a ser investidos no Iraque”.

A fundação pontifícia elogia os projetos em curso para a promoção do diálogo entre religiões e o compromisso conjunto pela paz, bem como em favor das vítimas dos crimes cometidos pelo Daesh.

Segundo a organização católica, além da violência, há fatores que promovem a emigração dos cristãos do Iraque, como o aparecimento de novos movimentos islâmicos e a “recusa dos direitos de cidadania plena”.

Dos cerca de 1,5 milhões de cristãos que viviam no Iraque antes da segunda Guerra do Golfo, em 2003, estima-se que permaneçam 250 mil, uma diminuição de mais de 80%.

A partir de 2004 houve uma série de atentados contra igrejas cristãs, situação que se agravou em 2014, com os ataques do ‘Estado Islâmico’.

Muitos cristãos procuraram refúgio no norte do país, habitado maioritariamente por população de etnia curda.

O Cristianismo está presente no território desde o século I e muitos dos lugares do Iraque são referidos na Bíblia, desde o seu primeiro livro, com destaque para a terra natal de Abraão, Ur, que o Papa vai visitar.

De 2014 até ao final de 2020, a AIS investiu 48,23 milhões de euros para manter a presença cristã no Iraque e, em particular, na Planície de Nínive, apoiando as três principais comunidades: a caldeia (Igreja católica de rito oriental), a siro-católica e a siro-ortodoxa.

Os projetos vão desde a proteção jurídica à reconstrução de templos, passando pelo apoio ao alojamento e ao emprego.

OC

 

O Papa fez até hoje 32 viagens internacionais, nas quais visitou 49 países, passando pelo Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, México, Arménia, Polónia, Geórgia, Azerbaijão, Suécia, Egito, Portugal, Colômbia, Mianmar, Bangladesh, Chile, Perú, Bélgica, Irlanda, Lituânia, Estónia, Letónia, Panamá, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bulgária, Macedónia do Norte, Roménia, Moçambique, Madagáscar, Maurícia, Tailândia e Japão; as cidades de Estrasburgo (França), onde esteve no Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia), Sarajevo (Bósnia-Herzegovina) e Lesbos (Grécia).
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