Cinco anos depois do começo da guerra do Iraque, as comunidades cristãs vêem-se obrigadas a formar milícias para defender as suas comunidades. Até agora os cristãos eram vistos como alvos fáceis para milícias muçulmanas, quer xiitas, quer sunitas, que os perseguiam tanto pela sua religião como para tentar ganhar dinheiro com resgates. O clima criado desde a queda do regime de Saddam Hussein tem levado à diminuição drástica da comunidade cristã. De pouco mais de um milhão, a população desceu para cerca de 600 mil, neste momento. A grande maioria destes reside no norte do país, na zona do Nínive, onde a situação tem estado mais calma. Muitas aldeias cristãs contam agora com grupos armados para as defender. Os cristãos juntam-se assim a outras comunidades que formaram milícias armadas, em coordenação com a polícia e com plena autorização do Governo, para melhor se poderem defender. Os efeitos têm sido notórios, segundo relata o jornal britânico Daily Telegraph, e a situação pacificada tem levado a desenvolvimentos no sector da construção. As autoridades eclesiásticas no Iraque esperam agora que a estabilidade seja para durar e que as centenas de milhares de refugiados possam voltar ao seu país para fortalecer a presença cristã na zona.

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