Assembleia Diocesana da Família, em Portalegre – Castelo Branco Integrada no plano pastoral do ano em curso, realizou-se no passado dia 8 do presente mês, no Seminário de Alcains, a Assembleia Diocesana da Família, organizada pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar com cerca de quatro dezenas de participantes, incluindo seis sacerdotes. Após o acolhimento inicial e um breve tempo comunitário de oração, o casal Nisa Rato, responsável pelo Secretariado da Pastoral Familiar na Diocese, saudou os presentes e justificou os objectivos do encontro, dando de seguida lugar à apresentação de cada um, em ordem a um melhor conhecimento mútuo. Para nos ajudar a reflectir a temática familiar, veio de Guimarães até nós o casal Maria Aurora e Maximino Gonçalves, membros da Escola de Pais Nacional, por isso conhecedores profundos da família, em geral e particularmente no nosso país. Com grande competência e clareza desenvolveram o tema: “A importância do ambiente familiar na educação dos filhos” e os subtemas: conflitos de gerações, o papel dos avós na educação dos netos e a Escola de Pais Nacional e os seus objectivos, afirmando logo no início que a criança que nasce, “é filho do pai, da mãe e do ambiente”. As conclusões algo desenvolvidas que no final se apresentam, resumem muito bem os ensinamentos que mais tocaram a sensibilidade dos participantes, que em reuniões de grupo se pronunciaram com grande motivação. O Senhor D. Augusto César, encerrou o Encontro, presidindo à Eucaristia, na qual exortou todas as famílias presentes a cultivarem e a testemunharem os valores da família hoje tão fragilizada pela dispersão que vive e pelas forças adversas que dificultam a sua estabilidade e a realização da sua missão. Conclusões: A Família é o lugar privilegiado para a educação dos filhos; não poderá, nunca, abdicar desse privilégio/dever; O êxito ou insucesso dos nossos filhos, no confronto de valores, na sociedade mais vasta, dependerá muito da forma como foi vivido o clima familiar; das influências que recebeu no lar; do exemplo que lhes foi dado; do Amor que lhes foi devotado; Não basta à criança ser amada pelo pai ou pela mãe, em separado; ela precisa de afeição que resulta do amor mútuo dos pais; A Família tem o dever de se debater, com determinação, pelos valores em que acredita e que pretende preservar; O diálogo constitui um elemento fundamental na pedagogia familiar; A autoridade dos pais terá sempre de basear-se na presença, no prestígio, na firmeza, no exemplo e no amor; Os avós têm um papel muito importante a desempenhar na Família Factores de transmissão cultural, Depositários da história familiar, Elos de ligação entre o passado e o futuro. A sua acção deverá incidir, fundamentalmente, a) Formação e apoio ao casal, b) Formação e informação aos netos, c) Transmissão de valores morais, religiosos, culturais, sociais, d) Confirmação da autoridade dos pais; Os avós não devem ser nem pais desafeiçoados, nem pais substitutos; “Não sabemos o que mais nos enternece, se um rosto jovem que sorri ao sol do devir, se o gesto feliz ainda que cansado, dos avós que sabem que se perpetuam em filhos e netos que extremosamente serviram”; Diferenças entre gerações existem; entre interesses sociais e profissionais, também, mas o que subsistirá pelos milénios fora é a grandeza do Amor que liga os pais aos filhos dos seus filhos; É preciso que todos – avós, pais e netos – ultrapassando a barreira das idades, ponhamos a trabalhar as nossas melhores energias ao serviço de um ideal comum; Alento não nos faltará, para construir a sociedade futura ao serviço do homem – de todos os homens – e de todas as famílias. A graça que está implícita na crença de Deus continuará a motivar a fidelidade do nosso empenho. “Podeis crer no futuro, embora não possais discernir a sua configuração… Não tenhais medo, portanto, em comprometer as vossas vidas com a paz e a justiça, pois sabeis que o Senhor está convosco em todos os vossos caminhos”.
