D. Nuno Brás incentivou finalistas universitários a «servir o próximo e o mundo inteiro»

Foto: Diocese do Funchal

Funchal, Madeira, 06 mai 2019 (Ecclesia) – O bispo do Funchal incentivou os finalistas universitários a “assumir a atitude dos discípulos”, e a usarem o curso para “servir o próximo e o mundo inteiro”, reconhecendo que “hoje não está na moda um universitário falar sobre Jesus”.

“Que o saber não vos sirva apenas para conseguir uma vida de bem-estar material; que ele sirva também para ajudar o mundo. E que, na vossa profissão, qualquer que ela seja, sejais capazes de assumir a atitude dos discípulos”, disse na Missa da Bênção dos Finalistas universitários.

Na Sé do Funchal, este sábado, D. Nuno Brás observou que “ninguém proíbe” de falar acerca de Jesus, “na Madeira liberdade religiosa”, mas não podem deixar de reconhecer que “hoje não está na moda um universitário falar sobre Jesus”.

“Não estamos proibidos, pela lei, de dar testemunho mas, de facto, os cristãos são marginalizados”, afirmou aos 274 estudantes universitários finalistas – 236 da Universidade da Madeira e 38 da Escola Superior de Enfermagem São José de Cluny.

O bispo do Funchal salientou que quem “ousa falar da fé, concretamente da fé cristã – e que ousa viver a fé” – na Universidade e no mundo universitário é olhado por tantos como “menor”, um “pobre que ainda dá espaço a ideias pouco racionais”.

“Parece que a fé deixou de pertencer ao pensamento, e de poder dialogar com a razão. Parece que a fé só tem a ver com o sentimento – e com o sentimento individual, o segredo de cada um. E que, por isso, deve ficar fora da conversa de café, da reflexão e do ensino superior”, desenvolveu.

Foto: Diocese do Funchal

O bispo, doutorado em Teologia Fundamental com a tese ‘Cristo comunicador perfeito’, disse que “parece que Jesus ficou fora da Universidade” quando a história da universidade “é a prova de que fé e razão não podem deixar de se encontrar”.

“A fé coloca ao pensamento (qualquer que ele seja – matemático-científico, filosófico ou que se encontre na base de qualquer outra ciência) interrogações sérias e fecundas”, explicou D. Nuno Brás na sua homilia, publicada no sítio online da Diocese do Funchal e enviada à Agência ECCLESIA.

D. Nuno Brás recordou também, “com alguma nostalgia”, o momento em que foi finalista e também participou numa celebração como a que presidiu, “no já longínquo ano de 1985”, em Lisboa.

CB/OC

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