D. Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família sublinhou desafio proposto para o «Ano Família Amoris Laetitia»

Lisboa, 08 mar (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família (CELF) afirmou na sessão de abertura do Conselho Nacional da Pastoral Familiar que é necessário “tornar as famílias protagonistas da pastoral familiar”.

D. Joaquim Mendes recordou um dos cinco objetivos propostos pelo Vaticano para o “Ano Família Amoris Laetitia”, que assinala os cinco anos da publicação da encíclica do Papa Francisco sobre a Família, e disse que para apostar no protagonismo da família é necessário promovendo relações “que evangelizam”. “Para alcançar este objetivo é necessário um esforço evangelizador e catequético dirigido à família, que passa sobretudo pela “relação”, pelo alargamento das relações – não esquecendo que são as relações, dentro de um caminho sinodal, que evangelizam – para que uma família discípula se torne também família missionária”, afirmou.

O Conselho Nacional da Pastoral Familiar reúne os membros dos Conselhos Diocesanos da Pastoral Familiar e Movimentos relacionados com a Pastoral da Família, decorreu no último sábado, via online, e foi uma ocasião para apresentar a equipa do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, assumida agora pela Diocese de Santarém.

“Mais que nunca, para realizarmos a nossa missão precisamos de reforçar o nosso «caminhar juntos», que é o mesmo que dizer, o nosso ser a Igreja, a nossa identidade”, disse na sessão de abertura D. Joaquim Mendes.

O presidente da CELF afirmou que “a transmissão da fé é uma das missões da família”, lembrando as fragilidade de quem defende uma “mentalidade de delegação” na paróquia.

“Esta mentalidade de delegação tem como consequência que as crianças correm o risco de perceber a fé, não como uma realidade que ilumina a vida quotidiana, mas como um conjunto de noções e regras que pertencem a um âmbito separado da existência”, sublinhou

D. Joaquim Mendes defendeu a necessidade de “caminhar juntos”, porque “a paróquia tem necessidade da família para fazer experimentar às crianças e jovens o realismo quotidiano da fé” e “a família precisa do ministério dos catequistas e da estrutura paroquial para oferecer aos filhos uma visão mais orgânica do cristianismo, para introduzi-los na comunidade e levá-los a horizontes mais amplos”.

“Não basta ter estruturas, se nelas não se desenvolvem relações autênticas; é a qualidade de tais relações que efetivamente evangeliza”, lembrou o presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família.

PR

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