4,5 milhões de pessoas necessitam de assistência urgente, indica organização católica

Bruxelas, 22 jul 2026 (Ecclesia) – A Cáritas Europa exigiu à União Europeia o reforço urgente do financiamento para travar a crise humanitária no Burkina Faso, alertando para as severas carências da população local.
“A solidariedade internacional sustentada é essencial para garantir que as comunidades no Burkina Faso não sejam deixadas a enfrentar esta crise sozinhas”, alertou a instituição católica, em nota divulgada online.
A organização apelou a Bruxelas para “cumprir as suas responsabilidades como ator global”, sublinhando a incapacidade de as estruturas no terreno conseguirem socorrer todos os afetados.
O plano de resposta humanitária estruturado para o país recebeu apenas “16% do financiamento” estipulado até julho deste ano, denunciou o secretariado europeu.
O documento estima que cerca de “4,5 milhões de pessoas” necessitam de assistência imediata face à degradação generalizada das condições de vida durante 2026.
Esta emergência negligenciada é impulsionada por dinâmicas de “insegurança prolongada, repetidas deslocações populacionais, pressões relacionadas com o clima e declínio da produção agrícola”, enumera o texto.
A rede caritativa desafiou as autoridades políticas a manter o país africano no topo da “agenda internacional para evitar que a falta de fundos agrave ainda mais as necessidades”.
O apelo defende um maior “investimento em parceiros locais da sociedade civil” que consigam assegurar o acesso permanente e seguro às comunidades isoladas.
A estrutura local da Igreja, designada OCADES, forneceu recentemente assistência alimentar e nutricional de emergência a “mais de 23 mil deslocados internos” na província de Yagha.
A intervenção integra dinâmicas de restauro paisagístico que aplicam “técnicas adaptadas localmente” para reabilitar terras degradadas e fomentar a produtividade agrícola na região de Dori.
A instituição católica dinamiza também o projeto PROSPER com o objetivo de fortalecer a segurança financeira de “mulheres, raparigas e pessoas com deficiência” nos territórios intervencionados.
OC
