“Cresce a insegurança no trabalho, a desregulação e a destruição de emprego tradicional” apontam os militantes da LOC/MTC


Aveiro, 15 Mar 2021 (Ecclesia) – Os militantes da LOC/MTC consideram que é fundamental “desenvolver novas literacias” e “estar desperto” para discernir perante os mitos vigentes na sociedade e ter “atitude proativa face à tecnologia”.

“A transição digital não vai retroceder, não sendo um mapa de sentido único, de inevitabilidades, nem uma questão de só preto ou branco”, disse o professor Luís Soares Barbosa no seminário internacional da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) realizado, de 11 a 14 deste mês, em Aveiro.

Na sua conferência sobre “Evolução das relações laborais e formas de trabalho na era digital”, este professor da Universidade do Minho realçou que “cresce a insegurança no emprego, a desregulação, a destruição de emprego tradicional, emerge a precariedade, a insegurança no emprego, perda de direitos, salários baixos e a descontinuidade laboral”.

No seminário que contou com vários organismos nacionais e internacionais, através da via digital, o assistente nacional da LOC/MTC, JOC e MAAC, padre Joaquim António Martins, desafiou os participantes “a não desanimar” e D. António Moiteiro, Bispo de Aveiro, falou sobre as “preocupações e oportunidades que se levantam”, mas que “nem tudo é positivo e existem muitos circuitos fechados, que alimentam notícias falsas e provocam discórdia na sociedade”.

Na palestra sobre “Conceitos de trabalho, trabalhador e empresa hoje. Consequências para os trabalhadores e para a proteção social em Portugal e na Europa”, a socióloga Maria da Paz Lima disse que “há grandes entraves a uma negociação coletiva séria no nosso país” e que se nota a “precarização dos vínculos laborais” e a “deslaborização”, através das formas de emprego assentes na prestação de serviços, em particular da “uberização/plataformização”.

“Fortalecer o diálogo social é um meio para alcançar o progresso social e económico, como um fim em si mesmo, uma vez que dá voz e possibilita às comunidades uma participação ativa, nas respetivas sociedades e locais de trabalho, pelo que é um agente de cidadania”, lê-se no comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

LFS

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