Nos 75 anos da carta das Nações Unidas, António Guterres alerta para a “reinvenção de um novo mundo”

FOTO DR – Sede das Nações Unidas

Lisboa, 26 Jun 2020 (ECCLESIA) – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considera que a sociedade e a economia devem ser “mais sustentáveis e inclusivas” numa mensagem por ocasião dos 75 anos deste documento da ONU.

Depois de 75 anos, o mundo encontra-se no meio de uma pandemia que impõe, “hoje mais do que nunca, a reinvenção de um novo mundo”, apontou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Era um mundo diferente, que estava prestes a sair da II Guerra Mundial, “com tanto para reconstruir mas também com tanto entusiasmo” e o nascimento (26 de junho de 1945) da Carta das Nações Unidas, que estabelecia seus objetivos, princípios, impunha a “resolução pacífica de disputas, parecia um raio de esperança para uma mudança necessária especialmente para não cair de novo na escuridão da guerra”, refere o site VaticanNews.

Era uma forma de “reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e valor da pessoa humana, na igualdade dos direitos dos homens e das mulheres e das nações grandes e pequenas”, lê-se.

O compromisso era de “promover o progresso social e um padrão de vida mais elevado em maior liberdade”.

“Não podemos voltar à situação anterior” – explicou António Guterres – “e recriar os sistemas que agravaram a crise”.

As prioridades para o futuro são claras: “Acesso universal à saúde, mais solidariedade entre os povos e nações e reconsiderar a economia mundial contra a desigualdade”.

Para comemorar o 75º aniversário das Nações Unidas, hoje a Assembleia Geral será sede de uma reunião virtual durante a qual será discutido o significado da Carta: o que ela simbolizava há 75 anos, o que ela representa hoje e sua relevância para as próximas décadas.

A celebração da assinatura da Carta coincidirá com uma declaração a ser formalmente adotada na Reunião de Alto Nível da ONU75, agendada para 21 de setembro de 2020.

LFS

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