«Queremos mostrar a força dos jovens portugueses e pôr toda a gente a rezar pelas jornadas» – Tomás Líbano Monteiro

Lisboa, 04 mai 2021 (Ecclesia) – Tomás Líbano Monteiro, da Direção Pastoal da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, afirma que o terço é “o contributo” que muitas pessoas podem dar para este encontro, após o convite a rezar pelos seus “frutos” e pelo fim da pandemia.

“A ideia de lançar um terço tem vários objetivos, o primeiro é pôr os jovens, e não só. A rezarmos pelas jornadas, pelos seus frutos, e por todas as pessoas que já estão envolvidas, aliamo-nos igualmente a um pedido que o Papa fez para que, no mês de maio, rezemos especialmente pelo fim da pandemia”, disse à Agência ECCLESIA.

A organização da Jornada Mundial da Juventude 2023 lançou, no sábado, a iniciativa de rezar o terço pelos “frutos” da JMJ e pelo fim da pandemia, associando-se à intenção apresentada pelo Papa Francisco.

“É também o esforço de nos unirmos a uma oração universal e depois o terço é algo muito português: queremos também mostrar a força dos jovens portugueses e pôr toda a gente a rezar pelas jornadas”, referiu Tomás Líbano Monteiro.

O jovem da Direção Pastoral da JMJ Lisboa 2023 explicou que “a ideia é não parar aqui”, procurando que, até ao encontro, “se crie mesmo uma corrente de oração do terço pelas jornadas”.

A organização convida a partilhar imagens e vídeos, através das redes sociais e do sítio online da jornada.

“O objetivo é que com a nossa oração, que nos faz bem, possamos entusiasmar e desafiar os outros também, não só em Portugal. Hoje em dia os esforços e preparativos nas jornadas são já também internacionais, queremos que os jovens que se quiserem aliar a nós rezem o terço pelas jornadas, pelo Papa, pelo mundo, e isso é que é importante”, desenvolveu.

Segundo Tomás Líbano Monteiro, os jovens aderem ao terço e destaca que “não é uma oração cansativa, não é uma oração longa”.

“É importante incluir a oração de maneira orgânica. É importante dar espaço à oração, ao dar espaço uma vez, duas vezes, envolver outras pessoas, ver a força da oração conjunta, a oração acaba por fluir naturalmente”, exemplificou a partir da sua experiência.

A organização da Jornada Mundial da Juventude 2023, em Lisboa, criou também terços, três modelos “com as cores, com os desenhos das jornadas” e meditações próprias, para “ajudar as pessoas a rezar” e para que se envolvam todos no mesmo dinamismo.

“Seguimos os mistérios que acompanham o terço mas as meditações foram feitas pela equipa pastoral, por uma equipa de jovens, que reza mais ligado às jornadas e a toda esta ideia de nos pormos a caminho com Nossa Senhora”, desenvolveu o entrevistado desta terça-feira no Programa ECCLESIA (RTP 2).

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, e desde então a JMJ já passou pelas seguintes cidades: Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

HM/CB/OC

 

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