Lugano, Suíça, 15 fev 2020 (Ecclesia) – O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (Santa Sé) afirmou que as confrarias são “um instrumento” que pode “ajudar o Evangelho a chegar à [vida] quotidiana”, numa carta pelo 1.º Fórum Europeu de Confrarias.

“Espero que nunca venha a faltar o espírito de serviço e de promoção humana, através da formação religiosa, cultural e política, para que possais dar o vosso contributo para uma sociedade credível e fiável”, escreveu D. Rino Fisichella, na carta ao presidente da Confederação das Confrarias das Dioceses de Itália, Francesco Antonetti.

Com o tema ‘Despertar as sementes da fé’, o 1º Fórum Europeu de Confrarias, vai decorrer a 15 e 16 de fevereiro, em Lugano, na Suíça, e é coorganizado pela Confraria de São Carlos Borromeo de Lugano e pela Confederação das Confrarias das Dioceses de Itália, com a consultoria da Faculdade de Teologia de Lugano.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, pela organização do fórum, o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização afirma que as confrarias são “um instrumento” com o qual se pode “ajudar o Evangelho a chegar à [vida] quotidiana, onde a pessoa vive com seus projetos, problemas e trabalhos”.

Neste contexto, D. Rino Fisichella acrescenta que se trata de “manter vivo e eficaz o anúncio de Cristo” por formas e instrumentos adequados para que, “através de uma nova linguagem, as sementes da fé despertem no coração daqueles que estão afastados”.

O evento conta com o apoio do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização e pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização é um dos oradores do fórum e vai falar sobre ‘O papel das Confrarias na Nova Evangelização do Terceiro Milénio’, a 15 de fevereiro.

O comunicado informa ainda que o encontro europeu é precedido por uma conferência internacional, sobre a figura de São Carlos Borromeo, de 11 a 14 de fevereiro, que “pode ser considerado o grande promotor e impulsionador das confrarias”.

No seu sítio online explicam que as confrarias, associações de fiéis leigos, são “escolas populares de fé e forjas de santidade” que na Europa “continuam” a ser “um testemunho cristão da fé vivida, fermento silencioso, mas ativo, da animação cristã”, uma expressão de “quase mil anos de religiosidade popular” com 15 mil irmandades, com cerca de sete milhões de membros, em 20 países europeus, que mostram que “pertencem ao futuro da Igreja”.

CB/OC

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