Do 14 de Nisan à primeira lua cheia da primavera

Lisboa, 20 abr 2019 (Ecclesia) – A Páscoa é sempre celebrada numa data diferente, ano após ano, no calendário católico, seguindo uma tradição que remonta ao século IV e implica cálculos astronómicos.

A celebração tem as suas raízes na saída do Povo de Israel do Egito, relatada no livro bíblico do Êxodo, e estava ligada a um calendário lunar, não ao atual calendário solar de 12 meses: nos primeiros séculos, as Igrejas do Oriente celebravam a Páscoa como os judeus, no dia 14 do mês de Nisan, ao passo que as do Ocidente a celebravam sempre ao domingo.

O Concílio de Niceia, no ano 325, apresentou prescrições sobre o prazo dentro do qual se pode celebrar a Páscoa – o primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera (22 de março a 25 de abril).

Estas datas têm como referência, na maior parte dos países, o chamado ‘calendário gregoriano’, introduzido em 1582 pelo Papa Gregório XIII.

As Igrejas de rito Bizantino, contudo, seguem até hoje o ‘calendário juliano’, calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César, com uma diferença de 13 dias.

A Páscoa é a festa central dos cristãos e já no século II há notícia da sua celebração anual; responsáveis das várias Igrejas, incluindo o Papa, manifestaram o desejo de que seja possível encontrar uma data fixa, comum, para a sua celebração.

OC

 

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