Sociedade de Geografia de Lisboa recebe colóquio sobre Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Agência Ecclesia/MC

Lisboa, 23 out 2019 (Ecclesia) – A presidente da Comissão de Migrações da Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL) disse que é “indispensável” pensar o elemento religioso nas migrações, pela “importância do religioso na mobilidade”.

“Os espaços da reunião, até em torno das celebrações, a convivência que muitas vezes se segue é uma forma de transmitir a mensagem, e mensagens de utilidade. Há informações de natureza prática que são extremamente importantes, e que se vêm de uma instituição ou de alguém que merece confiança com certeza que são melhor aceites e a partir dai divulgadas”, explicou Maria Beatriz Rocha Trindade à Agência ECCLESIA.

A Sociedade de Geografia de Lisboa recebe entre hoje e amanhã um colóquio dedicado à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, com o tema ‘CPLP – Que Presente e Que Futuro?’, no seu auditório Adriano Moreira.

A iniciativa conta com o apoio da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM).

Maria Beatriz Rocha Trindade observa que “nem todos os católicos têm consciência da importância” que a OCPM teve para a sua “própria ligação com Portugal”.

“Não refiro à fé mas a ligação com Portugal, uma melhor inserção de natureza emocional, o próprio ensino da língua portuguesa, tudo se deve à Igreja”, realçou a professora catedrática, acrescentando que “há coisas que têm que ser mais publicitadas e mais conhecidas e não é vergonha atribuir ao seu dono o que é dele”.

A presidente da Comissão de Migrações (SGL) explica que com este colóquio se pretende “dar a conhecer” a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, porque “muita gente não sabe o que é”, apresentando-a de “forma alargada e, sobretudo, simplificada, em conversas informais”, que abordam vários temas.

“Experiência e Itinerários da CPLP” e “O que pensa o cidadão comum sobre o Projeto CPLP” são temas em análise neste primeiro dia, que termina com a elaboração de “um caderno de conclusões e sugestões”, pelas 17h00, o qual vai ser apresentado, à mesma hora, nesta quinta-feira, pelos jornalistas António Soares Lopes e António Pacheco.

Segundo a entrevistada, o “grande interesse será a médio e longo prazo”, procurando conhecer o que são cada um dos noves países desta comunidade e, sobretudo, a sua presença, “quais são os emigrantes neste território português, “o que se diz e quem conhece a comunidade”.

Maria Beatriz Rocha Trindade contextualizou também que a Comissão de Migrações, da Sociedade de Geografia de Lisboa, se “preocupa, atualmente, com toda a qualidade de mobilidade”.

LFS/PR/CB

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