Bispo auxiliar de Braga presidiu a Eucaristia da peregrinação dos Centros de Preparação para o Matrimónio

Fátima, 06 mar 2018 (Ecclesia) – D. Francisco Senra Coelho, vogal da Comissão Episcopal Laicado e Família (CELF), disse que as famílias cristãs devem apresentar-se como alternativa às “propostas opacas” da sociedade atual.

“A experiência do encontro com a beleza do amor leva-nos a uma interioridade acompanhada e partilhada, respondendo às propostas opacas que a superficialidade do mundo propõe com a bela experiência do encontro interior que vivemos”, defendeu o prelado, na Eucaristia a que presidiu na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima, durante a peregrinação dos Centros de Preparação para o Matrimónio.

O bispo auxiliar de Braga alertou que, sem vida interior, “não haverá testemunho” e o Evangelho propõe que se arranquem “todas as máscaras” e se limpe “o santuário íntimo, a casa e a família, de tudo o que é fachada e mera aparência exterior”.

‘Amar e semear – Caminhada em Matrimónio’ foi o tema que congregou a Federação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio num encontro-peregrinação a Fátima, dias 3 e 4 de março.

O vogal da CELF realçou que o Matrimónio é “sacramento do amor de Deus à humanidade e à sua Igreja”, por isso, os casais cristãos devem saber amar os irmãos com “o amor com que são amados por Deus”.

“A grande questão da Evangelização coloca-se na qualidade dos testemunhos de fé pessoais e comunitários”, sublinhou ainda.

O bispo auxiliar de Braga também apresentou uma conferência sobre a missão evangelizadora das famílias cristãs, na 48.ª peregrinação e assembleia nacional da Federação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio.

No Centro Pastoral Paulo VI, o prelado assinalou que “não se poderá fazer” a História da Família Cristã em Portugal, nos últimos 50 anos, “sem uma incontornável referência” ao serviço do CPM na preparação próxima dos noivos para o matrimónio.

Neste contexto, destacou a importância da fidelidade dos CPM em Portugal ao “carisma fundacional” do movimento, “nomeadamente na vivência testemunhal”; a “vitalidade” que demonstra ao “assumir a sua renovação”, “abrindo-se às oportunas e ricas sugestões do Magistério do Papa Francisco” e dos sinais dos tempos.

D. Francisco Senra Coelho destacou, no final da reflexão, a importância de oferecer aos recém-casados “um acompanhamento na amizade da partilha”.

PR/CB/OC

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