Lisboa, 16 jun 2018 (Ecclesia) – A Conferência Nacional das Associações de Apostolado dos Leigos (CNAL) é a anfitrião do encontro europeu de leigos, que se realiza de dois em dois anos, e em 2018 é dedicado Declaração Universal dos Direitos do Homem.

“O aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem é significativo, porque não é um evento jurídico, político e cultural de há 70 anos”, disse a presidente da CNAL em declarações à Agência ECCLESIA.

Foto João Lopes Cardoso, Alexandra Viana Lopes

Neste âmbito, Alexandra Viana Lopes destaca a “consciência” do direito da dignidade das pessoas da declaração que hoje, “de forma particular, continua a ter atualidade e é necessário encontrar novas respostas”.

“São muito importantes estes encontros de leigos em diferentes países para ver a realidade que os católicos vivem. Temos membros de países onde os católicos são minoria e podem não sentir uma comunidade tão forte”, explicou Sandra Oliveira, membro do Comité Internacional, sobre a rotatividade dos encontros que se realizam de dois em dois anos.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o elemento da Suécia assinala que estas reuniões são uma forma de “mostrar a força” dos leigos, de partilha que podem “dar um contributo” não só à Igreja mas também em sociedade.

“Sentimos que quer a tensão que temos tido em Portugal quanto a mecanismos de colaboração e de comunhão a um maior serviço à humanidade também é uma tensão que se passa na Europa, que entre os vários países possam haver colaborações que redundem em maior serviço”, desenvolveu Alexandra Viana Lopes.

Os membros do Comité Europeu de Leigos, acolhidos pela CNAL, estão em Portugal desde quinta-feira, dia 14, num primeiro dia mais cultural, e a assembleia reuniu em formação no dia seguinte, sendo que o encontro termina este domingo.

Alexandra Viana Lopes antecipou que o programa, esta sexta-feira, previa uma intervenção de fundo e depois painéis relacionados com áreas fundamentais dos Direitos Humanos, como as que “tocam as populações mais fragilizadas, quer deslocadas, quer as não deslocada mas em situação de pobreza”, de liberdade de pensamento e consciência.

Sandra Oliveira acrescentou também que dentro da temática iam falar também diálogo inter-religioso e educação e, neste contexto, realça que “é importante” debater “diferentes aspetos” da Declaração Universal dos Direitos do Homem até pela situação que se vive hoje na Europa “com diferentes movimentos migratórios”.

O representante de Inglaterra, País de Gales e Escócia, John, salientou que o atual dos direitos humanos “está em linha com os ensinamentos da Igreja” e com “as sociedades” dos países dos participantes.

Neste contexto, acredita que os leigos têm “um papel a desenvolver” e que “precisam usar os seus talentos e dons” para levar “o Reino de Deus” à sociedade.

A assembleia europeia de leigos católicos está a decorrer, no Centro Diocesano de Espiritualidade – Turcifal, em Torres Vedras, que recebe pessoas de vários países como Bélgica, Suécia, Bielorrússia, Áustria, Espanha.

SN/CB

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