«Os pobres e marginalizados, os doentes, os idosos e os deficientes são particularmente vulneráveis»

Lisboa, 04 mai 2020 (Ecclesia) – A Cáritas Internacional afirma que “ninguém deve ser deixado para trás” e nos cinco continentes a instituição está a “intensifica os esforços para aumentar a consciencialização, prevenir e prestar assistência” a todas as pessoas contra a  Covid-19.

“À medida que a pandemia de Covid-19 varre o mundo, os pobres e marginalizados, os doentes, os idosos e os deficientes são particularmente vulneráveis”, observa a organização mundial da Igreja Católica.

Em Portugal, a Cáritas lançou um fundo de emergência com um valor de 130 mil euros, centrado na ajuda alimentar, para responder à crise provocada pelo novo coronavírus.

“Quando acontecem estas crises, como esta que com certeza vai agravar-se muito, aparece sempre um novo perfil de pessoas que recorrem aos nossos atendimentos que o povo designa pelos pobres envergonhados”, explicou Eugénio Fonseca à Agência ECCLESIA.

A Cáritas Internacional assinala que a instituição a nível europeu exortou à União Europeia (UE) para “proteger os trabalhadores migrantes” por que a pandemia “restringiu severamente a sua capacidade de trabalhar”, enquanto na Grécia, a Cáritas Hellas, oferece aos migrantes “conselhos úteis e fáceis sobre os seus direitos”.

Na Ucrânia, a instituição está a ajudar a costurar máscaras de proteção, porque “em muitos países é difícil encontrar equipamento de proteção individual”, e no Reino Unido, a CAFOD, membro da confederação Cáritas, oferece todas as semanas recursos litúrgicos e de oração e a Eucaristia pela internet desde Londres.

Na Ásia, a Caritas Arménia tem apoiado idosos e pessoas portadoras de deficiência com “visitas domiciliárias e telefonemas diários” para manter o ânimo, “além de apoiar as famílias com alimentos e aquecedores”, e no Paquistão, as crianças e os jovens de todo país estão a incentivar a população a ser preventiva para “impedir a propagação” do novo coronavírus.

Com “muitos anos de experiência com pessoas traumatizadas pela guerra”, no Líbano os conhecimentos do serviço de aconselhamento da Caritas estão a ser usados “para ajudar” quem está com problemas de saúde mental, por causa da pandemia; E na Índia, a organização tem uma linha de apoio para que as pessoas fiquem “conscientes e positivas” em relação ao Covid-19.

‘Estações de Bondade’, para criar “ondas de esperança” nas comunidades, foi uma resposta da NASSA/Caritas Filipinas para as pessoas doarem bens e a Caritas Hong Kong, “uma das primeiras organizações a enfrentar a epidemia e o bloqueio”, adaptou-se “rapidamente” e ofereceu “suporte virtual”, ajudou os alunos em casa quanto à escola, forneceu “produtos de higiene e continuando o suporte residencial e psicológico”.

No continente americano, a Cáritas Brasileira e os bispos católicos estão a dinamizar a campanha de solidariedade ‘Time to Care’ para dar bens essenciais- comida e produtos de higiene – às “pessoas vulneráveis” e, mais a sul, na Argentina, com o mesmo objetivo apoiam “quatro milhões de pessoas” com a ação ‘Let us be One’.

Nos Estados Unidos da América, o Catholic Relief Services, membro da confederação Cáritas EUA, pede que as pessoas em situação de sem-abrigo e os migrantes “sejam protegidos das políticas de isolamento” com “casas, alimentos, acesso à higiene e saneamento básicos”.

Em África, por exemplo, a Caritas Bunia, na República Democrática do Congo, deu “comida e sabão” aos presos, com a ajuda de “fundos doados pelos católicos da região”, e a Cáritas Bouar, na República Centro-Africana, organizou aulas para as crianças em idade escolar que são transmitidas na rádio, quatro vezes por semana, num país onde as crianças estão impedidas de ir à escola para evitar a propagação do novo coronavírus.

A Cáritas Internacional destaca também que na Oceânia, a Caritas Aotearoa da Nova Zelândia “tem sido um exemplo brilhante para muitos países” nas medidas de prevenção da “propagação do Covid-19” e concentra “os esforços em muitos lugares da vasta área do Pacífico”.

CB/OC

Desde as 00h00 de domingo que Portugal entrou em estado de calamidade, o que permite que ao longo do mês de maio e até junho, sejam retomadas diversas atividades de forma faseada. O uso de máscaras será obrigatório em diversos espaços, como escolas, transportes públicos e espaços comerciais.

Apesar de haver um desanuviamento das medidas de contenção do estado de emergência para o estado de calamidade, é importante que se mantenha o esforço e dever cívico que é necessário.

A Cáritas apela a este esforço conjunto, para que não desanuviemos também na atenção para com os mais vulneráveis, seguimos em frente, mas continuamos a seguir juntos.

#WhatisHOME #Caritasoncovid

 

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