D. Vincenzo Paglia lembra que a pandemia mostrou «fortes disparidades económicas e sociais em saúde»

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 11 set 2021 (Ecclesia) – O presidente da Academia Pontifícia para a Vida (Santa Sé) reafirma que “todos têm direito ao acesso ao tratamento” contra a Covid-19 mas também de serviços de saúde pública e incentiva a “superar a distância”.

“A vacinação é fundamental na perspetiva da proteção global contra a Covid-19, mas a questão central diz respeito à possibilidade de superar realmente em breve as diferenças, implementando uma política de saúde global baseada no direito de todos ao acesso ao tratamento”, disse D. Vincenzo Paglia, na apresentação da assembleia 2021 deste organismo.

A Academia Pontifícia para a Vida vai refletir sobre ‘a saúde pública numa perspetiva global. Pandemia, Bioética e Futuro’, na sua assembleia anual, que se vai realizar nas modalidades presenciais e online, de 27 a 29 de setembro.

Vincenzo Paglia afirmou que “para grande parte da população mundial”, para além das vacinas contra a Covid-19, “é prioritário” o acesso verdadeiro e eficaz ao tratamento e “aos bens que permitam ‘simplesmente’ viver”.

“Para curar a saúde devemos estar vivos! Para os países ocidentais a prioridade são as vacinas e estamos a ver um esforço de vacinação nunca implementado na história”, observou, alertando que a pandemia “mostrou fortes disparidades económicas e sociais em termos de saúde”.

Na assembleia da Academia Pontifícia para a Vida vão participar estudiosos e especialistas dos cinco continentes – como Jules Hoffman, Prémio Nobel de Medicina 2011; John Nkengasong, diretor do Centro de Controle de Doenças dos Camarões, e o presidente da Associação Médica Mundial, David Barbe – que vão refletir sobre a Covid-19 e a experiência da pandemia e contribuir para o debate sobre os desafios e problemas da saúde pública.

Do programa destaca-se a audiência com o Papa Francisco, dia 27 de setembro, e a cerimónia de entrega do Prémio Guardião da Vida, recém-instituído e que vai ser entregue a Dale Recinella, capelão leigo no corredor da morte da maior penitenciária da Flórida, no dia seguinte, informa o portal ‘Vatican News’.

CB

 

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