Semana dos Seminários é vivida «de forma mais extensa, procurando ir ao encontro do território amplo» e procurando fazer da instituição, que acolhe hoje 33 jovens em processo formativo, uma «casa aberta» e em contacto com os cristão da arquidiocese

Évora, 06 nov 2026 (Ecclesia) – O Seminário Maior de Évora acolhe 33 seminaristas numa experiência de formação e expressão de abertura da Igreja arquidiocesana a diversas culturas, acolhendo jovens de Ásia, de África, de Europa e da América.
“É uma diocese que está a receber, tem as portas abertas, um coração grande, sinal de uma diocese que não se limita aos limites geográficos; está a trabalhar sem fronteiras, por uma missão que é a evangelização e a formação dos sacerdotes. Acho que é uma atividade valiosa e bonita, que não se limita a meramente a uma questão geográfica, tem uma amplitude de horizonte e é uma riqueza grande”, conta à Agência ECCLESIA o padre Gustavo Cúneo Quiroga, reitor da instituição, também ele natural da Argentina.
O responsável fala de uma “Igreja em saída e com sentido missionário”, projeto do papa Francisco, “continuada pelo Papa Leão XIV, que dá um rosto e uma conceção nova à Igreja”.
“Acho que é uma riqueza muito grande, porque uma Igreja que não fica quieta – está em movimento, e coloca as comunidades também nessa dimensão”, acrescenta.
O padre Gustavo Cúneo Quiroga, também responsável pela pastoral das vocações na arquidiocese, aponta a necessidade de se trabalhar por uma cultura vocacional, ao invés de “procurar tapar buracos porque cada vez há menos pessoas”.
“Temos que ser conscientes de que a promoção vocacional é feita com fina habilidade de promover o Evangelho, e não de cobrir ou tapar buracos que estão por aí, porque cada vez há menos pessoas. Falamos na era pós-industrial e muitos reconhecem uma era pós-cristã, com muitas igrejas mas vazias ou transformadas em museus. Eu acho que vivemos uma era pré-cristã porque muitos não sabem que Jesus dá sentido à vida, e que deu a vida por nós, não o conhecem. Esse é o novo desafio: Jesus tem que tocar o coração de muitos”, explica.
A Igreja católica vive até ao dia 8 de novembro a Semana dos Seminários; a partir do tema «Comunidade que reza, Seminário que floresce», os cristãos são convidados a aproximar-se e a rezar pelos seminaristas bem como pelas equipas formadoras que os integram.
No Seminário maior de Évora vivem 33 seminaristas provenientes da arquidiocese, de Beja, Algarve, Funchal mas também do Brasil, de Cuba, de Cabo Verde, Moçambique, Angola e Timor leste.
No domingo vão ser ordenados dois diáconos que fizeram a formação no Seminário Redemptois Mater, do Caminho Neocatecumenal, David Novo e Manuel Godinho.
O padre Gustavo Quiroga explica, no entanto, que a celebração da semana se vai estender na arquidiocese, devido à sua extensão e procurando chegar a várias comunidades.
“O nosso objetivo não é reduzir apenas esta semana de oração, mas fazê-la extensiva, como um tempo forte, não apenas em cinco dias. A arquidiocese é extensa e vamos procurar chegar a várias comunidades”, indica.
O reitor fala ainda da importância de a instituição “não se fechar”, promovendo em “grupo restrito de pessoas que fazem um caminho de forma isolada no mundo”, mas devem formar-se em contacto “com a Igreja, que são as pessoas à volta do seminário”.
“É um desafio ir abrindo cada vez mais o seminário, para atividades, para orações, para receber grupos ou jovens crismados que o visitam. Devemos convidar os jovens a unir-se, a partilhar a vida, para não fazermos do Seminário uma instituição isolada”, reconhece.
A conversa com o padre Gustavo Cúneo Quiroga vai ser emitida no programa Ecclesia na RTP Antena 1, sábado, pelas 06h00.
LS
