Igreja/Portugal: Parlamento aprova por unanimidade votos de pesar por Eugénio Fonseca e Francisco Carvalho Guerra

Assembleia destaca compromisso ao serviço dos mais pobres e da educação de antigos responsáveis da Cáritas e UCP

Foto: Lusa

Lisboa, 09 set 2026 (Ecclesia) – A Assembleia da República aprovou hoje por unanimidade dois votos de pesar, apresentados pelo presidente do Parlamento, homenageando as trajetórias de Eugénio Fonseca e de Francisco Carvalho Guerra.

“Deixa-nos um exemplo ímpar de cidadania e de compromisso ético, humano e cristão, marcado pela intransigente defesa da opção preferencial pelos mais pobres”, sublinhou José Pedro Aguiar-Branco, no texto dedicado ao antigo presidente da Cáritas Portuguesa.

O projeto de voto de pesar número 703 recorda que Eugénio Fonseca faleceu a 12 de agosto, aos 69 anos, destacando a sua ação na presidência da Cáritas Diocesana de Setúbal, entre 1987 e 2016, e da estrutura nacional da instituição, de 1999 a 2020.

O documento assinala o empenho do também presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado em “consolidar na sociedade portuguesa uma cultura de serviço”, prestando tributo à sua “invulgar competência e abnegação”.

“De olhar reconhecidamente realista e humilde, dedicou a vida ao serviço dos mais pobres e à construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”, pode ler-se.

A Assembleia da República, reunida em plenário, manifestou “profundo pesar” pela morte de Eugénio Fonseca e prestou tributo ao seu “legado de serviço ao próximo e de dedicação ao bem comum”, endereçando condolências a seus familiares e amigos, assim como à Cáritas Portuguesa e à Confederação Portuguesa de Voluntariado.

O Parlamento manifestou igualmente o seu pesar pela morte de Francisco Carvalho Guerra, que faleceu a 6 de agosto, aos 93 anos de idade, através da aprovação unânime do projeto 701/XVII.

A iniciativa destacou o seu “percurso excecional de serviço à ciência, à educação e ao país”, endereçando condolências às comunidades académica e científica.

A nota parlamentar destaca que o falecido professor foi “o principal impulsionador da expansão da Universidade Católica Portuguesa para o Porto”, lembrando a sua liderança na fundação da Faculdade de Direito, da Escola das Artes e da Escola Superior de Biotecnologia.

O texto salienta ainda que o primeiro bastonário da Ordem dos Farmacêuticos foi detentor de várias condecorações nacionais e recebeu a comenda da Ordem de São Gregório Magno, atribuída pelo Vaticano.

OC

Partilhar:
Scroll to Top