CEP assinala 70 anos de ação da Cáritas a nível nacional

Fátima, 16 abr 2026 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) alertou hoje para o aumento dos discursos que promovem a exclusão dos migrantes, alertando para situações de pobreza estrutural na sociedade.
“As migrações constituem um desafio exigente para a Igreja e para a sociedade, agravado pelo crescimento de discursos de rejeição e pelas dificuldades reais de acolhimento e integração”, assinala o comunicado final da Assembleia Plenária, que decorreu desde segunda-feira, em Fátima.
Os bispos assumem a sua preocupação perante a persistência de “situações estruturais” no país, que continuam a atingir de “gravemente” as crianças, os idosos, as famílias e as pessoas em situação de sem-abrigo.
“Não é aceitável habituarmo-nos à pobreza e ao abandono dos mais vulneráveis. Impõe-se, por isso, a promoção de políticas justas e respostas eficazes que salvaguardem a dignidade de cada pessoa”, pode ler-se.
O episcopado evocou os 70 anos da fundação da Cáritas nacional reconhecida como uma “expressão viva da caridade da Igreja em Portugal”.

A nota destaca o trabalho em rede da instituição católica, liderado por leigos, voluntários e profissionais, o que garante às Cáritas Diocesanas uma forte “capacidade de resposta perante as emergências sociais e as múltiplas formas de pobreza e exclusão” em território nacional.
Em conferência de imprensa, o presidente da CEP assinalou a importância de acompanhar os imigrantes, com “espírito de acolhimento e de integração”.
“Não podemos falar de migrantes nem de migrações como um problema”, assinalou D. Virgílio Antunes.
O bispo de Coimbra destacou que esta realidade também comporta “alguns problemas”, mas sublinhou o “sentido humanista da realidade” que se vive na sociedade portuguesa, face a quem chega de fora.
OC
