D. António Luciano lembrou «pecados» e «virtudes» do ser padre na atualidade na Eucaristia no Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes,

Viseu, 25 jun 2022 (Ecclesia) – O bispo de Viseu presidiu à Eucaristia no Dia de oração pela Santificação dos Sacerdotes, esta sexta-feira, lembrou “pecados” e “virtudes” do exercício do ministério sacerdotal e pediu perdão pelos “abusos sexuais por parte de membros do clero”.

“Peço perdão a todas as vítimas que sofreram abusos sexuais por parte de membros do clero”, afirmou D. António Luciano.

O bispo de Viseu afirmou um pedido de perdão pelas “faltas e infidelidades no exercício do ministério sacerdotal”, por “todo o tipo de mal causado ao próximo, principalmente aos que foram vítimas de abusos contra crianças, adolescentes, jovens, indefesos, pobres e adultos vulneráveis”.

“Perdão, Senhor, perdão. Por tão graves pecados cometidos por bispos, sacerdotes, diáconos e responsáveis pela Igreja, perdoai-lhes, Senhor”, sublinhou.

A Igreja Católica promove na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que se celebrou esta sexta-feira, uma Jornada de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.

Na homilia da Missa o bispo de Viseu lembrou “pecados” e “misérias” dos sacerdotes, que reclamam “conversão” e “mudança de vida”, e “virtudes” e “desafios”, que constituem uma “oportunidade”, desde logo para uma caminhada em conjunto “na comunhão, participação e missão” de todo o presbitério.

“Isto é fraternidade sacerdotal em presbitério. Sejamos amigos de todos, vivendo a caridade fraterna e construindo um presbitério renovado com a graça do Espírito Santo”, afirmou.

D. António Luciano lembrou que “o sacerdote deve ser uma pessoa de bem, com princípios e valores, pacífico e correto, irmão e amigo, disponível e sincero, verdadeiro e respeitador, honesto e transparente, hospitaleiro e acolhedor, de boas contas, não dado ao vinho, puro de coração, sincero para com todos, com uma personalidade bem formada e equilibrada, a viver o celibato como dom, casto, pobre, obediente, simples, humilde, não arrogante, não abusador do poder e de outras fragilidades, não explorador de ninguém, de boas maneiras, ponderado, exemplar e cheio de esperança para com todos”.

“Deve ser um perito em humanidade e espiritualidade, testemunha do amor fraterno na relação com Deus, a Igreja e os irmãos”, acrescentou.

Na homilia da Missa no Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, o bispo de Viseu referiu-se também à história vocacional de cada sacerdote com “memória agradecida” e a desafiar à coerência e ao testemunho em cada dia.

PR

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