Cidade do Vaticano, 06 jul 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje a importância dos Correios e do Serviço Telefónico do Vaticano na “difusão da mensagem cristã”, em atividades que “superam o pequeno território” e a “pequena população” que reside no Estado católico.

“Os serviços postais e telefónicos de um dos mais pequenos países do mundo favorecem a difusão da mensagem cristã. Trata-se de uma atividade na qual todos vocês estão envolvidos e são importantes”, disse o Papa esta manhã, numa audiência que decorreu na Sala Clementina.

Os Correios e do Serviço Telefónico do Vaticano, acrescentou, em conformidade com as normas e acordos internacionais, “falam uma linguagem comum, criando pontes entre culturas, religiões e sociedades diferentes umas das outras”.

Francisco destacou que os dois serviços “garantem a partilha de sentimentos e ideias, ajudam na promoção da compreensão recíproca” e na colaboração entre os países de diferentes continentes, facilitando o intercâmbio de mercadorias, e também “dos respetivos valores espirituais e culturais”.

O Papa recebeu em audiência os diretores e funcionários dos Correios e do Serviço Telefónico Vaticano, e familiares, cerca de 200 pessoas, a quem referiu que as suas atividades “superam o pequeno território e a pequena população” abrindo-se “às necessidades de várias pessoas espalhadas pelo mundo”.

Segundo Francisco, os Papas “sempre deram relevância” à comunicação com os Chefes de Estado, com as comunidades e os fiéis de várias nações,” servindo-se dos meios que a técnica oferecia”.

“Este trabalho quotidiano, mesmo que aparentemente humilde, é necessário para o bom funcionamento do Estado da Cidade do Vaticano. Está ao serviço da atividade do Sucessor de Pedro, garantindo a liberdade de comunicação e expressão, através de uma rede física, dotada de instrumentos modernos e funcionais”, desenvolveu.

Neste contexto, salientou que, através deste “trabalho precioso”, todos os dias “várias pessoas alcançam o Papa” e ele chega às pessoas e realçou que o Vaticano e a Santa Sé reconhecem a “função importante” dos meios de comunicação e das organizações internacionais que “incentivam a comunicação”.

Para o Papa, o “intercâmbio comunicativo” que os dois serviços proporcionam “não conhece distâncias” e “responde” à necessidade inata das pessoas em “criar contactos humanos” e, acima de tudo, entra em todos os lares “servindo ricos e pobres”, e destacou uma antiga inscrição em Latim gravada numa caixa de correio do Estado Pontifício: «Diviti et inopi, ultro citroque, meandum» -“Devo ir até aos ricos e os pobres, em todo o lugar”.

O sítio online ‘Vatican News’ informa que Francisco terminou a audiência convidando os diretores e funcionários dos Correios e do Serviço Telefónico Vaticano a fazerem com que cada uma de suas famílias seja uma “pequena Igreja”, na qual a fé e a vida se entrelaçam no desempenho das tarefas felizes e tristes do dia-a-dia.

CB/OC

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