Lisboa, 22 out 2026 (Ecclesia) – Na Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Lisboa, Sala de Exposições (2º piso do Edifício da Biblioteca), realiza-se, hoje, entre as 10h00 e as 18h00, o colóquio «Liberdade de imprensa: revolução e democracia em Portugal».
O colóquio junta investigadores e atores do período em torno de questões relacionadas com a imprensa durante a revolução democrática, como sejam: “o controlo e a diversificação de espaços de influência e de debate; os atores, perfis e infraestruturas dos media; imprensa nacional e regional; os católicos e a imprensa”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
Publicada em 26 de fevereiro de 1975, a lei de imprensa antecedeu, “como previsto no Programa do MFA, a consagração na Constituição de 1976 da liberdade de expressão e de informação”.
“À cessação do regime de censura que vigorara durante a ditadura, juntava-se a definição de um dos pilares centrais de qualquer regime democrático: imprensa livre”, sublinha a nota.
A imprensa foi palco “de importantes disputas” durante o processo revolucionário, como mostram “os casos República e Rádio Renascença”.
Aos meios de comunicação de massas “com potencial circulação nacional, somava-se uma vasta rede de títulos regionais enquanto elementos de informação no plano local”.
A organização está a cargo do Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR) e do jornal 7Margens.
LFS
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PROGRAMA
09h30 – Receção
10h00 – 11h00 – Painel 1 – A comissão da lei de imprensa
Moderação: António Marujo (7Margens)
– Lei de Imprensa e liberdade na transição entre regimes políticos: uma experiência pessoal, da condição de cidadão à intervenção no centro dos acontecimentos – João Menezes Ferreira
– Lei de Imprensa de 1975 – os direitos a informar e a ser informado – Alberto Arons de Carvalho
11h00 – 13h00 – Painel 2 – Os meios de comunicação social no PREC
Moderação: Luís Ferraz (Academia de Estudos do Santuário de Fátima)
– «Está uma revolta instalada e não sei quê»: memórias da receção mediática do 25 de Abril – Pedro Marques Gomes (ESCS-UPL; LIACOM)
– Jornalismo radiofónico. A nacionalização que a direita aplaudiu durante o PREC – Adelino Gomes
– Censuras próximas e distantes em tempos de liberdade – Carlos Camponez (FLUC)
13h00 – 14h30 – Almoço
14h30 – 16h00 – Painel 3 – Imprensa local no PREC
Moderação: Isabel Bolas (UCP-CEHR)
– Mundos paralelos ou parcialidade narrativa? A Revolução em Braga vista por dois periódicos locais (1974-1975) – Bruno Madeira (LAB2PT-In2Past; ICS-UM), Fátima Moura Ferreira (LAB2PT-In2Past; ICS-UM) e Eduardo de Aguiar e Silva (ICS-UM)
– A imprensa periódica de Setúbal no PREC (1974-1976): continuidades e ruturas – João Francisco Pereira (UCP-CEHR; HTC-CFE NOVA FCSH)
– O impacto do 25 de Abril na imprensa madeirense – Bernardo Martins
– A imprensa regional da Igreja e os dias do PREC: entre a linguagem do púlpito e a ‘voz’ da sacristia – Alexandre Manuel
16h30 – 18h00 – Painel 4 – Católicos na imprensa
Moderação: Clara Raimundo (7Margens)
– «Nova Terra»: uma voz para um “Portugal Novo” – Rui Martins
– «Libertar»: uma vontade e uma experiência a muitas vozes – José Centeio
– «Viragem» (1977-1980) – projeto geracional de inspiração cristã, plataforma de encontro de sensibilidades diferentes – Manuel Pinto
– Palavras transformadas em «Actos»: a minha primeira lição de jornalismo – Isabel Stilwell
18h00 – Encerramento da sessão |