D. Ilídio Leandro incentiva jornalistas a manter centralidade nas pessoas

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 11 mai 2018 (Ecclesia) – O bispo de Viseu pediu aos jornalistas que não se deixem “manipular por quaisquer interesses sejam económicos, políticos ou ideológicos”, falando no âmbito do Dia Mundial das Comunicações Socias 2018, que se assinala este domingo.

“No centro do papel e da missão do jornalista estão as pessoas e é uma evidência porque a vossa ação é muito importante não pelas notícias que veiculais mas pelas pessoas que são destinatárias do que comunicais”, disse D. Ilídio Leandro, no salão da Casa Episcopal.

Num encontro com a imprensa, o responsável observou que a “rapidez” é importante, as “notícias em primeira mão” têm “valor” mas perdem-no “ou ficam desmoralizadas na sua autenticidade e na sua finalidade se forem mentirosas, se forem falsas”.

‘«A verdade vos tornará livres (Jo 8,32)». Fake news e jornalismo de paz’ é o tema da mensagem do Papa Francisco, para o Dia Mundial das Comunicações Sociais que a Igreja Católica assinala este domingo.

“Precisamos de ter em conta hoje que a rapidez das notícias e a sua veloz difusão e superação podem fazer-nos esquecer ou desvalorizar a sua fonte e autenticidade, o que pode diminuir muito também a nossa atenção à exigência da verdade”, desenvolveu o bispo de Viseu num apelo final aos profissionais da comunicação social.

D. Ilídio Leandro explicou que “toda a comunicação” e também a Comunicação Social, e o que “envolve e exige”, é essencial para “se estabelecer e viver a comunhão”, que existe em relação.

“A relação estabelece-se com gestos e palavras. A comunicação é veículo de expressão da própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem”, observou, numa intervenção enviada à Agência ECCLESIA pelo ‘Jornal da Beira’.

O bispo diocesano lembrou que o Papa Francisco convida os jornalistas a serem educadores para a verdade que “é um papel nobre, importante e sem dúvida atual”.

Neste contexto, realçou aos profissionais da comunicação “verbos importantes” como ensinar e discernir, avaliar e ponderar.

“Quem não é verdadeiro na sua vida pessoal, na sua vida de família, na sua vida de trabalho, de relações pessoais, mesmo no jogo, também facilmente não é verdadeiro no comunicar notícias, no apresentar a verdade”, observou D. Ilídio Leandro.

Aos profissionais da comunicação, que precedeu um jantar de confraternização, o bispo de Viseu realçou também que o Papa Francisco “deseja que se promova um jornalismo de paz”.

“Jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; ao serviço de todas as pessoas especialmente aquelas e no mudo são a maioria, as que não têm voz, nem vez de serem livres ou autónomas ou felizes”, referiu, num encontro onde também falou sobre o seu futuro na diocese, agora que foi nomeado um novo bispo.

A Agência ECCLESIA criou no seu portal uma página com conteúdos dedicados ao Dia Mundial das Comunicações Sociais, a única celebração do género estabelecida pelo Concílio Vaticano II (decreto ‘Inter Mirifica’, 1963).

CB/OC

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