A “lógica sensacionalista” que “faz vender”, alimenta e “agrava essa tendência”, realça o professor universitário ao comentar a mensagem do Papa Francisco para o Dia  Mundial das Comunicações Sociais,

Braga, 21 Mai 2020 (ECCLESIA) – O professor universitário Manuel Pinto refere, numa entrevista ao suplemento «Igreja Viva», do jornal «Diário do Minho», que são as pessoas que difundem e alimentam nas redes sociais “o sistema da mentira e da falsidade”.

Os cidadãos difundem, sob o “pretexto do que é interessante, sob o pretexto de que quem me segue vai apreciar”, e aí estão a alimentar “este sistema da mentira e da falsidade”, lê-se na entrevista ao Diário do Minho.

Manuel Pinto é professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, onde ensina nas áreas de Estudos Jornalísticos e Literacia para os Media e explicou a sua leitura da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se celebra neste domingo, 24 de maio.

O cenário “não é rigorosamente novo”, mas tem “apresentado, em escala e em complexidade, problemas que são completamente novos”, sobretudo “num quadro em que existe “uma multiplicidade de fontes de informação, de fontes de conteúdos, uns validados por quem se compromete por algum código de normas e de ética, outros que são resultado das boas e das más vontades individuais ou de grupos ou de poderes”, realça o professor universitário.

Quando se vive um período pandémico, “nesta matéria da saúde” pode-se “morrer da má informação”, afirma.

“Pode haver decisões, pode haver comportamentos, pode haver atitudes perante os fenómenos que nos metem em situações de perigo e isso, claro, precisa de ser combatido”, lê-se na entrevista ao suplemento Igreja Vida, do «Diário do Minho».

A “lógica sensacionalista” que “faz vender”, alimenta e agrava “essa tendência”, frisou o professor universitário.

LFS

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