D. Rui Valério destaca contributo para um país que quer «construir um novo amanhã»

Foto: Forças Armadas Portuguesas

Lisboa, 15 abr 2019 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança visitou este sábado os militares portugueses em ação na República Centro-Africana (RCA), destacando o contributo destes homens e mulheres enquanto “obreiros da paz”.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Rui Valério salientou hoje que, durante a sua viagem à RCA, encontrou um país que “não obstante os longos anos de conflito não está resignado ao catastrofismo do destino, mas quer viver, quer voltar a página da sua história e construir um novo amanhã”.

A República Centro-Africana vive desde 2013 um contexto de guerra civil, despoletado pela deposição do antigo presidente François Bozizé e agudizado pela violência entre diferentes grupos étnicos existentes naquela nação.

Um conflito que já provocou mais de um milhão de deslocados e refugiados e deixou cerca de 2,5 milhões de pessoas a precisarem de ajuda humanitária urgente.

“Há aqui uma força interior que faz as pessoas querem seguir em frente, e é exatamente em nome deste horizonte que nós aqui estamos”, frisou D. Rui Valério.

O contingente militar português está presente na RCA desde 2017, como membro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização deste território.

A ação dos soldados portugueses tem sido elogiada ao mais alto nível, no que diz respeito ao seu contributo para a erradicação dos focos de conflito e para o esforço de paz.

Para D. Rui Valério, que esteve na RCA integrado na comitiva do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, almirante Silva Ribeiro, a forma positiva como são vistos os militares portugueses além-fronteiras “é sem dúvida um motivo de muito orgulho”.

“São homens e mulheres com elevada competência e qualificação, que estão aqui conscientes da missão que têm pela frente, um trabalho que merece da parte deles uma doação e um empenho absoluto”, realçou o bispo das Forças Armadas e de Segurança.

O responsável católico destacou ainda a forma como estes operacionais têm conseguido privilegiar “a dimensão humana”, não obstante estarem “num ambiente ainda com um alto nível de perigosidade”.

“Eles estão conscientes de que a sua ação tem sempre em vista um bem maior, que é o estabelecimento da paz, da concórdia, sentem-se verdadeiramente obreiros da paz”, assinalou D. Rui Valério.

Em fevereiro, o Governo da RCA, liderado por Faustin-Archange Touadéra, e 14 grupos armados, assinaram um acordo de paz, em Cartum.

JCP/OC

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