Ao uso das novas tecnologias por parte da Igreja Católica é uma prática desde há séculos, conforme as condições de cada tempo. Na actualidade, os inúmeros meios disponíveis também não são estranhos à sua acção evangelizadora. Como dizia o saudoso Papa João Paulo II, “para difundir a mensagem cristã (…) é necessário integrar a mensagem nesta nova cultura criada pelas modernas comunicações”. Com este objectivo, nada do que é técnico tem sido menosprezado, antes, o seu alcance é acolhido com todo o interesse. E, neste caso, é justo relevar todos os esforços e investimentos feitos pela maioria das comunidades eclesiais. O panorama é favorável. Os resultados são positivos. A comunhão é perfeita. Igreja madeirense “navega” em profundidade A diocese do Funchal aderiu à Internet sem preconceitos. A possibilidade de “navegar”, de se “fazer ao largo”, tornou-se cada vez mais num apelo diário para chegar a todos com celeridade, dando conta do seu trabalho. Neste contexto, foram criados “um site e um Gabinete de Informação: www.diocesedofunchal.pt / gabineteinfo@diocesedofunchal.pt “O site tem sido um organismo em crescimento e adaptação, e o número de entradas é cada vez maior, assim como o número de assinantes do Newsletter da Diocese”, explica o Pe. dr. Marcos Gonçalves, nomeado director do Gabinete de Informação por D. António Carrilho, em funcionamento desde há um ano e pouco. A aposta é progredir cada vez mais. “Muitas têm sido também as propostas de forma a completar o site com outras capacidades de forma a responder melhor às necessidades. Continuaremos a caminhar e a responder”, afirma aquele sacerdote ao Jornal da Madeira. Uma coisa é certa, “verifica-se aqui, na Madeira, como em muitas partes, um crescente número de paróquias, congregações religiosas e instituições ligadas à Igreja, programas e organizações de todos os tipos que utilizam a Internet como meio de informação, comunhão e evangelização”. Mas, há que fazer muito mais, considera o Pe. Marcos Gonçalves. “Por exemplo, das mais de quatro mil e trezentas paróquias (no nosso país) menos de 4%, têm presença na Internet! Faltam ainda os institutos religiosos, as associações e outros movimentos e obras. A situação actual da evangelização através da Internet, em Portugal, apresenta inúmeros desafios. Dito de outra forma: há muito trabalho por fazer”. Os jovens são uma presença constante e têm lugar cativo na “navegação” pela Internet. Resta saber se este “espaço” é também “um espaço para os jovens crescerem na fé e um espaço onde os jovens podem ser os evangelizadores dos jovens”, dando “a conhecer o rosto de Cristo a tantos que navegam”. Para os crentes em geral, os recursos disponibilizados pelas novas tecnologias tornaram-se já indispensáveis, desde a consulta da liturgia diária, dos documentos do Magistério, dos comentários competentes, passando pelas orações ou meditação, até às notícias mais distantes, tudo está ao alcance de um dedo, de um teclado próximo. Entretanto, os desafios são enormes porque “não basta estar na Internet”; é preciso “apoiá-la e enriquecê-la no seu compromisso cristão”, advoga o Pe. Marcos. “Ela tem a impressionante capacidade de ultrapassar a distância e o isolamento, levando os indivíduos a entrarem em contacto com as pessoas de boa vontade que nutrem os mesmos interesses e que participam nas virtuais comunidades de fé para se encorajarem e auxiliarem umas às outras”. Assim, “a Igreja pode prestar um importante serviço tanto aos católicos como aos não católicos.” O que vale a Missa pela Internet Entre as muitas questões essenciais que se colocam sobre as potencialidades das novas tecnologias sobressai aquela em que se pretende equiparar, por exemplo, a “transmissão da Missa”, com a participação presencial numa igreja. Neste caso, embora se admitam todas as possibilidades, há diferenças a respeitar. “Sei por experiência própria que muitas são as pessoas que celebram em casa ou em viagem a Eucaristia transmitida pela rádio, ao domingo, da igreja do Colégio, da Sé e de outras igrejas. São os idosos, os doentes, os reclusos, os que viajam ou ainda tantos que em casa e nas suas lidas escutam a Palavra de Deus”, reconhece o Pe. dr. Marcos Gonçalves, Reitor da igreja do Colégio. “O que acontece com a rádio e a televisão poderá acontecer através da Internet. Contudo, a realidade virtual não substitui a Presença Real de Cristo na Eucaristia, a realidade ritual dos outros sacramentos e o culto compartilhado no seio de uma comunidade humana feita de carne e de sangue”. Internet não substitui é apenas suplemento “Na Internet”, entende ainda o Pe. Marcos “não existem sacramentos. Até mesmo as experiências religiosas nela possíveis pela graça de Deus, são insuficientes, dado que se encontram separadas da interacção do mundo real com outras pessoas na fé. Ao mesmo tempo, os projectos pastorais deveriam pensar em como orientar as pessoas no espaço cibernético para a verdadeira comunidade. Apesar da Internet nunca poder substituir aquela profunda experiência de Deus, que só a vida concreta, litúrgica e sacramental da Igreja pode oferecer, ela pode certamente contribuir com um suplemento e um apoio singulares, tanto preparando para o encontro com Cristo na comunidade, como ajudando o novo crente na caminhada de fé, que então tem início. Através da Internet a Igreja poderá não só informar como formar e criar espaços de catequese e mesmo até de oração, de estudo, pesquisa, diálogo, reflexão e encontro. Vaticano realiza debates e elabora documentos A relação entre a “Internet e Igreja” tem sido tema central de vários encontros promovidos, nos últimos tempos, pelo Comité Executivo da Comissão Episcopal Europeia para os Meios de Comunicação Social. A partir daqui, preparam-se debates especializados como o que vai acontecer no próximo mês de Março durante a Assembleia Plenária daquele organismo e que terá como tema: “A cultura da Internet e a Igreja”. Este evento reunirá em Roma os Bispos presidentes das Comissões Episcopais para as comunicações sociais das Conferências Episcopais da Europa, acompanhados de especialistas. O Vaticano está também na Internet com toda a informação possível (www.vatican.va) e entende esta nova cultura como “uma rede de pessoas que cada vez mais dialogam entre si”, de acordo, aliás, com a definição do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Além disso, na senda do aprofundamento dos seus princípios e orientações, numa atenção cuidada aos “sinais dos tempos”, a Santa Sé tem também providenciado alguns documentos de reflexão para os seus fiéis e “pessoas de boa vontade” nesta matéria, como o título “Ética e Internet”, entre outros estudos. Bispos portugueses usam YouTube Ainda em referência às capacidades da “Net” para a evangelização, lembramos que o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, foi o primeiro Bispo português a utilizar o conhecido site de publicação e partilha de vídeo, YouTube, para transmitir a mensagem de Natal, em Dezembro de 2008, através do www.youtube.com/dioporto. Outras dioceses estão a pensar nesta utilização. Paróquias na Internet e outras comunidades Paróquia da Ribeira Brava Paróquia de Santa Cecília Paróquia de Santana Paróquia do Faial Paróquia da Ilha Paróquia do Caniço Paróquia de São José Paróquia de São Roque Paróquia da Nazaré Paróquia de São Jorge Paróquia dos Canhas e Carvalhal Paróquias das Achadas da Cruz, Santa e Porto Moniz Paróquias do Porto Santo Seminário Diocesano do Funchal Zona Pastoral de São Vicente Cáritas Diocesana do Funchal Acólitos da Camacha Hi5 do Grupo Vocacional das Irmãs Vitorianas Convivas do Funchal Vera Luza

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