D. António Augusto Azevedo espera que os mais jovens «descubram a beleza» desta proposta católica

Porto, 01 fev 2018 (Ecclesia) – O presidente da Comissão das Vocações e Ministérios (CEVM) convida todas as comunidades cristãs, na Semana do Consagrado que está a decorrer, a darem graças por este “tesouro da Igreja e da humanidade”.

“A cultura e a história do nosso país e da Europa, bem como as de países mais recentes, seriam de difícil compreensão sem ter em conta a presença e ação de tantas ordens religiosas, institutos e congregações”, aponta, numa mensagem que antecipa o Dia do Consagrado (2 de fevereiro).

D. António Augusto Azevedo exorta a “fortalecer os laços de comunhão” com todos os “irmãs e irmãos consagrados” e a rezar “com eles e por eles”, ao longo destes dias, “para que cada um seja fiel e feliz na sua consagração”.

O bispo auxiliar do Porto salienta a importância de “reconhecer o contributo indispensável” destes homens e mulheres, tanto ao nível da Igreja Católica como da sociedade.

A Semana do Consagrado, que decorre até esta sexta-feira, tem como lema ‘Fazei brilhar a sua luz’.

A iniciativa procura sublinhar a missão de todos os consagrados e consagradas no mundo, em áreas tão diversas como a evangelização, o apoio aos mais pobres, aos mais doentes, na promoção do acesso a serviços de educação, de saúde e outros cuidados básicos.

D. António Augusto Azevedo faz votos de “que os mais jovens descubram a riqueza da vida consagrada e respondam com alegria e generosidade ao chamamento a esta vocação”, para serem, como diz o Papa Francisco, construtores de uma Igreja de “rosto jovem, belo e atrativo”.

Segundo o responsável, a Vida Consagrada enfrenta hoje um “enorme desafio” de “renovação”, para poder responder às interpelações deste tempo e sobretudo à atual cultura muitas vezes “individualista e autorreferencial”.

“Para que a vida consagrada seja um candelabro que ilumina à sua volta, importa não ficar presa à lógica de sobrevivência ou ao sentimento de nostalgia mas ouse abrir caminhos novos, dar lugar à profecia”, aponta o presidente da CEVM.

“Hoje espera-se dos consagrados a promoção de novos estilos de vida, sóbrios, solidários e hospitaleiros, alternativos à cultura utilitarista que privilegia a exterioridade, a competição e o descarte”, acrescenta.

Neste esforço de revitalização, o prelado alerta para a necessidade de fomentar a “redescoberta do sentido comunitário” e a “alteração dos estilos de vida”.

D. António Augusto Azevedo sublinha também que os institutos de Vida Consagrada devem ser exemplos “de uma vida comunitária onde se exercita o valor da gratuidade, do serviço e da comunhão, em que se dá espaço à oração, à contemplação e ao silêncio”.

A Vida Consagrada, que remonta aos primórdios da Igreja Católica, distingue-se pela profissão pública dos chamados “votos” (castidade, pobreza e obediência), em institutos religiosos ou seculares; no caso dos primeiros, os religiosos e religiosas vivem em casas próprias, de forma comunitária.

Esta sexta-feira a Igreja Católica assinala do Dia do Consagrado; além do programa desta semana, a Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal vai promover entre os dias 10 e 13 de fevereiro, em Fátima, a 33.ª Semana de Estudos sobre a Vida Consagrada, dedicada à inovação neste setor.

O evento vai contar com oradores como o investigador Eduardo Franco, também o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, José Carlos Seabra Pereira, o técnico de Estudos de Mercado e de Opinião Carlos Liz, e o presidente da plataforma portuguesa de Apoio aos Refugiados, Rui Marques.

JCP/OC

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