Washington, 08 jul 2026 (Ecclesia) – O Movimento internacional Laudato Si publicou o guião para o ‘Tempo da Criação’ 2026, para as comunidades começarem a preparar esse período ecuménico que este ano tem como tema ‘Água Viva’, e que vai ser celebrado em setembro.
“O guião traz reflexões e ideias práticas para inspirar as comunidades cristãs, com propostas concretas para celebrar o Tempo da Criação deste ano. Destaca eventos ecuménicos sobre espiritualidade, educação, sustentabilidade e incidência para preservar os corpos d’água nos níveis locais e global”, explica o Movimento Laudato Si, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
O ‘Tempo da Criação’ é a uma celebração cristã anual para orar e responder em conjunto “ao clamor da criação”, e decorre de 1 de setembro a 4 de outubro, começa com o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em algumas denominações cristãs a ‘Festa da Criação’, e termina na Festa litúrgica de São Francisco de Assis (4 de outubro).
O Comité Diretor Ecuménico do ‘Tempo da Criação’, do Movimento internacional Laudato Si, explica que o tema deste mês de oração – ‘Água Viva’ – lembra que se receberem e aceitarem “a água do Templo – a graça curativa de Deus – então “rios de água viva” fluirão de dentro de cada um.
“Ao sermos curados e renovados, a água viva também fluirá a partir de nós para a cura dos outros e da própria criação. Deus nos chama, mais do que nunca, a testemunhar a nossa vocação cristã de cuidar da Sua criação e restaurar as relações corretas uns com os outros e com a Terra”, acrescenta.
O tema deste ano é inspirado “numa impressionante visão bíblica de esperança e cura ecológica”, a visão de Ezequiel é, em última análise, de esperança – entrar no rio lembra o batismo: “Como pessoas de fé, temos a promessa de que, se recebermos e aceitarmos a água do Templo” – isto é, a cura de Deus – então “rios de água viva” também “fluirão do nosso coração”.
O símbolo deste ano convida os cristãos a uma imersão espiritual: “orar juntos enquanto contemplam a água de rios, nascentes, fontes, pias batismais, de lagos e do mar, inspirados pelo Espírito de Deus, trabalhando juntos pela renovação da criação”.
O Movimento Laudato Si destaca que o subsídio para o próximo ‘Tempo da Criação’ inclui um culto de oração ecuménico que pode ser usado para marcar o início ou o fim deste período, ou “ser incorporado” numa celebração regular da comunidade; todos os conteúdos do guião foram criados por “lideranças religiosas ecuménicas e pelos parceiros, que uniram as suas vozes e esforços para cuidar da criação”.
«Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices» (Is 2, 4), é o tema da mensagem do Papa Leão XIV para o próximo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que salienta a “relação entre os conflitos armados e a degradação do Meio Ambiente”, e é retirado do livro bíblico do profeta Isaías, no capítulo segundo.
O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação foi instituído pelo Papa Francisco em 2015, por ocasião da publicação da encíclica Laudato si, em sintonia com a Igreja Ortodoxa que assinala a mesma jornada desde 1989, por decisão do patriarca ecumênico Dimitrios I; o Conselho Ecuménico das Igrejas prolongou a celebração até ao dia 4 de outubro, quando se recorda São Francisco de Assis.
| Mais de 120 organizações cristãs, de 20 países, uniram-se num apelo conjunto à União Europeia, intitulado “Europa, Sé Fiel à Nossa Casa Comum”, no qual pedem o imposto sobre os lucros dos combustíveis fósseis e fim dos subsídios, na Semana Laudato Si’, realizada de 17 a 24 de maio, dedicada ao tema ‘Da esperança à ação’, iniciativa inspirada na encíclica ecológica e social do Papa Francisco, publicada em 2015.
No dia 27 de abril, o Vaticano publicou o Documento ‘Ecologia integral na vida da Família’, um instrumento orientativo “sobre o cuidado com a Criação e com a vida humana”, que nasceu para acolher os apelos dos Papas Francisco e Leão XIV. No mês anterior, o Vaticano apresentou a nova Plataforma de Desinvestimento no Setor Mineiro para promover o cuidado da Casa Comum e proteger as comunidades locais, anunciou a Sala de Imprensa da Santa Sé, a 20 de março. |
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