Bispo diocesano escreve nota sobre o tempo pascal e as cerimónias «mais significativas e importantes» de todo o ano

Foto Agência ECCLESIA/LFS – D. Manuel Felício

Guarda, 25 mar 2021 (Ecclesia) – O bispo da Guarda escreveu uma mensagem sobre a vivência da Semana Santa na sua diocese, referindo que a presença de fiéis nas celebrações já é possível, “embora com consciência das necessárias restrições”.

“No ano passado, estivemos impedidos de viver estas celebrações em assembleia, mas graças a Deus que este ano já temos essa possibilidade, embora com consciência das necessárias restrições e a obrigação de cumprirmos as regras que já conhecemos”, refere a nota de D. Manuel Felício, enviada hoje à Agência ECCLESIA.

A Páscoa convida os cristãos a contemplarem “a beleza da Vida plena inaugurada pela Ressurreição de Cristo e, por outro lado, o percurso que temos de fazer para que toda a nossa existência seja presença e espelho dessa Vida plena”, acrescenta.

No documento, intitulado ‘Vamos celebrar a Páscoa’, o bispo da Guarda recorda que, este ano, ainda existe o impedimento de celebrar a Páscoa “com as tradicionais procissões e outras manifestações públicas comemorativas dos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo e suas implicações na vida pessoal e social das pessoas”.

Na Semana Santa “não haverá a Procissão de Enterro do Senhor, nem os tradicionais cantares dos Martírios do Senhor ou outras tradições populares, como é o amentar das almas”, nem haverá a Procissão do Aleluia, na manhã do Domingo de Páscoa, como também não estão autorizadas as visitas pascais, com o beijar da Cruz, de porta em porta”, indica o responsável.

Porém, longe de impedirem ou dificultarem a celebração do Mistério Pascal, “essas ausências queremos que sejam oportunidade renovada para concentrarmos mais a nossa atenção e contemplação no Mistério que celebramos”, apela D. Manuel Felício.

A oração “mais intensa”, o jejum e a partilha fraterna, juntamente com a revisão da vida pessoal “diante da Palavra de Deus foram o caminho que procurámos percorrer, ao longo de toda a Quaresma”, lembra.

“Agora temos pela frente as celebrações mais significativas e importantes de todo o ano, a começar pelo Domingo de Ramos, continuando na Semana Santa, com o Tríduo Pascal e a Páscoa da Ressurreição”, finaliza.

LFS

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