Funchal: Ter paciência implica ter o «coração grande como o Senhor», afirma D. Nuno Brás

Mosteiro de Santo António acolheu Missa da Festa do Senhor da Paciência, presidida por D. Nuno Brás, a que se seguiu a procissão pelo sítio do Pomar Miradouro

Foto: Duarte Gomes/Jornal da Madeira

Funchal, Madeira, 14 set 2026 (Ecclesia) – O bispo do Funchal exortou este domingo, no Mosteiro de Santo António, no Funchal (Madeira), a olhar para Deus no meio das dificuldades e lembrou que ter paciência implica ter o “coração grande como o Senhor”.

“Olhemos para o Senhor, mas deixemo-nos, sobretudo, olhar por Ele”, afirmou D. Nuno Brás na homilia em que frisou que “o Senhor tem paciência para todos”, explicando que tal significa que Deus “está sempre à espera” que o ser humano cresça e mude.

“Quantas vezes nós fomos tentados, verdadeiramente tentados, julgando que Deus não nos pode salvar. Verdadeiramente tentados, julgando que Deus não tem capacidade para nos dar a salvação”, questionou o bispo diocesano, citado pelo jornal diocesano da Madeira.

D. Nuno Brás presidiu à Missa da festa em honra do Senhor da Paciência, na qual assinalou as dificuldades concretas da vida, marcadas tantas vezes pela tristeza, pelo sofrimento e pela ausência de esperança.

Segundo o bispo, é precisamente nestas circunstâncias que a fé cristã é chamada a recordar que Deus permanece presente.

A vida eterna, indicou, não é apenas uma realidade futura, mas “a vida de Deus” que começa já agora, “mesmo no meio de sofrimentos, mesmo no meio de dificuldades”.

“Se Ele não tivesse paciência para todos, que seria de nós?”, questionou, lembrando as faltas, as palavras mal ditas e os sentimentos que tantas vezes corroem o coração e impedem o ser humano de avançar.

O responsável católico lembrou, em particular, os sentimentos de ódio e ressentimento que podem permanecer durante anos e não deixam viver, fazendo com que a pessoa permaneça presa ao passado.

O bispo diocesano rejeitou a ideia de que a falta de paciência seja uma pequena fragilidade, “uma coisa pequena”.

Na abertura da Eucaristia, D. Nuno Brás saudou os fiéis e as entidades presentes, dirigindo também uma palavra especial às Irmãs Clarissas que acompanharam a celebração e que têm sido as guardiãs desta festa por mais de meio século.

Foto: Duarte Gomes/Jornal da Madeira

O bispo desejou que a Festa do Senhor da Paciência fosse para elas “um sinal e uma ajuda” na vivência da vida cristã e da oração.

Presidida por D. Nuno Brás, a Eucaristia foi concelebrada pelos padres André Pinheiro e Aires Gameiro e a ela seguiu-se a habitual procissão numa manifestação pública de fé e devoção ao Senhor da Paciência.

A festa iniciou-se no dia 10 de setembro e o programa incluiu também confissões, adoração ao Santíssimo Sacramento, oração de Vésperas, além de momentos de animação musical e cultural.

LJ/OC

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