Caminho sinodal, participação na JMJ Lisboa 2023 e convite para regressar às comunidades pós-pandemia são eixos de ação para a diocese para ano 2022-2023

Foto Agência ECCLESIA/PR

Funchal, 01 out 2022 (Ecclesia) – A diocese do Funchal apresentou hoje o plano pastoral para o ano de 2022-2023 com uma aposta na valorização do “sacramento do crisma” e da “presença do Espírito Santo”, olhando para os jovens e para a síntese sinodal.

“O sacramento do Crisma é o sacramento que, colocando-nos a «respirar com Jesus» nos faz suas testemunhas, em palavras e ações. Assim, procuremos repensar a pastoral deste sacramento, para que ajude aqueles que o recebem a descobrir a vida cristã na sua plenitude; realizar encontros de formação para catequistas e responsáveis dos grupos de crisma a nível diocesano; promover a realização de encontros dos jovens com o bispo ou um seu delegado, antes da celebração do crisma; promover a nível de arciprestado encontros com crismandos”, pode ler-se no Plano Pastoral da diocese, enviado hoje à Agência ECCLESIA.

Com o título «Escolhe a vida», o plano pastoral tem um enfoque na pastoral juvenil e nas propostas para jovens, valorizando o seu lugar e procurando criar espaços nas comunidades paroquiais e movimentos.

“Escutar o contributo dos jovens para a vida das comunidades e acompanhá-los no seu crescimento humano e cristão; criar em cada paróquia um grupo de jovens; tornar a catequese e a pastoral juvenil das nossas comunidades momentos de encontro com Jesus Cristo; dar mais atenção aos adolescentes e jovens, fazendo-os perceber a importância do seu lugar nas comunidades”, são objetivos apresentados.

Com a realização da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023, a diocese do Funchal investe na “mobilização de todos para a peregrinação a Lisboa” e na preparação das comunidades para o acolhimento nos dias prévios.

A diocese quer “convidar as comunidades para a preparação espiritual e para a ajuda aos jovens madeirenses na sua peregrinação às JMJ” e “envolver todos na vivência das JMJ”, uma vez que este convite possibilita o despertar “para a necessidade de tornar o Evangelho mais próximo de todos”.

D. Nuno Brás, bispo da diocese do Funchal, quer fazer das festas do Espírito Santo um momento para despertar para a “força evangelizadora e de caridade”, através da melhor preparação dos grupos de visitas, da aposta do “anúncio alegre e pascal da visita do Espírito Santo”, procurando tornar a festa do Espírito Santo “uma festa da comunidade e da caridade”.

Foto: COD Funchal

Pede o responsável que se possa continuar a procurar “caminhos de fraternidade e proximidade” com todas as pessoas que sentem ainda dificuldade em regressar Às comunidades por causa da pandemia da Covid-19.

“Procuremos buscar caminhos de fraternidade e proximidade que envolvam os mais afastados; promover a ajuda às comunidades que vivem com mais dificuldades do ponto de vista material e humano; tornar mais ativa e efetiva a nossa pastoral social nos seus diversos níveis”, indicou.

O ano pastoral tem início com o processo sinodal, convocado pelo Papa Francisco, ainda a decorrer e D. Nuno Brás quer que as comunidades possam dar continuidade à “síntese elaborada”

“Precisamos de continuar a percorrê-lo (o caminho sinodal), tornando as nossas comunidades mais participativas, de forma que todos possam encontrar nelas o seu lugar e um caminho de conversão. Procuremos dar continuidade à síntese elaborada na diocese, consoante o pedido do Santo Padre; continuar a incentivar a criação de conselhos pastorais e económicos nas paróquias; valorizar as estruturas diocesanas que expressam a comunhão e a sinodalidade; estimular a formação permanente para leigos e clérigos”, pode ler-se.

O Plano Pastoral recorda algumas propostas formuladas na síntese apresentada no dia 16 de junho, com destaque para a importância de “ouvir as comunidades”, para o cuidado “com as celebrações litúrgicas”, a atenção “à formação nos seminários e à formação permanente do clero”, cuidando também da envolvência das “famílias na catequese e na prática da fé”, na melhoria da “comunicação” entre o clero, entre os movimentos e com os leigos, e da necessidade de “evangelizar a religiosidade popular”.

LS

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