Bispo fala num ano especial

Funchal, Madeira, 17 fev 2020 (Ecclesia) – A Diocese do Funchal assinala hoje o primeiro aniversário da tomada de posse de D. Nuno Brás como 33.º bispo local, um tempo que o próprio considera “muito intenso”, para conhecer a realidade pastoral.

“As pessoas aproximam-se do bispo e têm este gosto e este à-vontade para dizer ao bispo aquilo que pensam. Isso é muito bom, mostra que vivemos numa ilha muito humana”, refere em entrevista ao ‘Jornal da Madeira’.

“Muito, muito obrigado à Diocese do Funchal porque este ano foi um ano de graças, pelo menos para mim, e espero que também para os cristãos da diocese”, acrescenta.

O bispo do Funchal retoma a sua posição contra a legalização da eutanásia, considerando que o atual desenvolvimento da ciência permite dizer o Estado “deve e pode oferecer mais”.

“Estamos a ir pelo caminho mais fácil, estamos a ir pelo caminho da derrota. É uma derrota para Portugal, não tenhamos dúvidas. É Portugal estar a dizer eu não sou capaz de mais ou então, pior seria, eu não quero mais”, aponta.

No primeiro aniversário da sua nomeação, D. Nuno Brás disse à Agência ECCLESIA que a proximidade “faz parte” da sua maneira de ser bispo, anunciou o lançamento de um jornal diocesano e disse que a regionalização “é claramente um bem”.

“Eu fui decididamente contrário à regionalização, quando foi o referendo. Neste momento interrogo-me se a regionalização não seria a oportunidade que as regiões do interior do continente poderiam agarrar para um desenvolvimento e para a resolução de problemas que objetivamente têm”, referiu em entrevista à Agência ECCLESIA.

OC

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