Caridade, devoção ao Santíssimo Sacramento, formação de agentes pastorais são propostas do bispo diocesanos para as atividades pastorais

Foto Agência ECCLESIA / MC

Funchal, 05 set 2020 (Ecclesia) – O bispo do Funchal apresentou o plano pastoral, para o ano que agora tem início, centrado na vivência da Eucaristia e, a partir dela, a prática da caridade.

O bispo diocesano dá conta de um “decréscimo do lugar da Eucaristia na vida dos cristãos madeirenses” e apela a uma “renovada cultura eucarística”: “um revigoramento da devoção eucarística; uma renovação das suas expressões públicas, seja aquelas ligadas ao património, seja todas as que hoje têm ainda lugar nas várias comunidades”, escreveu D. Nuno Brás numa nota pastoral, enviada à Agência ECCLESIA, intitulada «A Eucaristia constrói-nos no caminho da fé: “Cristo salva-te”».

O responsável diocesano lembrou o quanto a pandemia do Covid-19 “impediu actividades pastorais”, onde se destacam as “celebrações da Eucaristia, da Quaresma e da Páscoa”, com impactos ainda na vida quotidiana das comunidades.

“Devemos reconhecer que a Eucaristia é alimento de vida cristã sem o qual não podemos passar. Experimentámo-lo, de um modo muito concreto, nos meses em que a esmagadora maioria dos cristãos esteve impedida de comungar o Corpo de Cristo por causa do coronavírus. Sem o alimento da Eucaristia, a vida cristã definha e corre mesmo o risco de desaparecer”, refletiu.

Para o ano pastoral que agora tem início, D. Nuno Brás quer constituir uma “equipa diocesana” que possa acompanhar “um conjunto de sugestões para intensificar a «cultura eucarística»” na diocese e propõe um “levantamento das práticas de cada paróquia”.

A diocese vai investir na “formação” de agentes envolvidos nas celebração da Eucaristia, quer intensificar a distribuição da Eucaristia aos doentes e idosos através dos Ministros Extraordinários da Comunhão, disponibilizar informação de horários e leituras em várias línguas, acessíveis “porta das paróquias e a quantos por ela passam” e “rever o horário das celebrações”.

D. Nuno Brás dá conta que a intensificação da vida eucarística fica ligada à dimensão caritativa e sublinha a necessidade de “não esquecer” os que passam dificuldades.

“Ao mesmo tempo que aprofundamos o «Pão do Céu» que é alimento da nossa vida cristã, e tendo em conta a crise que a pandemia do coronavírus gerou, não poderemos esquecer todos aqueles que terão dificuldade em encontrar alimento para o corpo. havemos de dar especial atenção àquela dimensão da caridade que nos leva a cuidar de quem tem fome e necessita de alimento para o corpo e de tantas outras ajudas para a sua própria sobrevivência”, escreveu.

D. Nuno Brás propõe a celebração dos 500 anos da escolha de S. Tiago Menor como padroeiro da diocese, “conhecendo melhor a figura de S. Tiago Menor”, procurando “ler e meditar na sua carta”, que se encontra no Novo Testamento.

O bispo do Funchal recorda a devoção ao Santíssimo Sacramento entre os cristãos madeirenses, sendo sua intenção impulsionar a dimensão espiritual, conhecer as confrarias existentes na diocese, as suas atividades e organizar um congresso diocesano das Confrarias do Santíssimo.

LS

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