D. Nuno Brás destacou o exemplo de paz e de testemunho de família cristã

Funchal, Madeira, 22 out 2026 (Ecclesia) – O bispo do Funchal presidiu à Missa da festa litúrgica do Beato Carlos de Áustria, destacou o testemunho de família cristã, apelou à oração pelas famílias, e pela paz, esta quarta-feira, na igreja de Nossa Senhora do Monte.
“Queremos pedir ao Senhor que, neste momento em que a guerra parece querer voltar à nossa Europa, ele que foi um construtor da paz, nos ajude, todos, a construir a paz”, disse D. Nuno Brás que, início da celebração, destacou que o Beato Carlos de Áustria foi um construtor da paz, citado pelo ‘Jornal da Madeira’.
O bispo do Funchal convidou os presentes a confiarem à intercessão do Beato Carlos de Áustria (Imperador Carlos de Habsburgo) as famílias da Madeira, em particular as que estão com dificuldades, e as famílias cristãs de todo o mundo que encontram obstáculos na transmissão da fé, na Missa que presidiu, esta quarta-feira, 21 de outubro.

Esta celebração coincidiu com o 115.º aniversário do matrimónio entre Beato Carlos de Áustria e Zita de Bourbon-Parma, celebrado a 21 de outubro de 1911, segundo o bispo do Funchal, ajudarem-se mutuamente a chegar ao céu foi o seu segredo da vida matrimonial, e este testemunho continua a interpelar as famílias cristãs.
“Que é uma família cristã, se não este entreajudar-se de um homem e de uma mulher que se amam a chegar ao céu?”, perguntou D. Nuno Brás, na igreja que acolhe o corpo do Beato Carlos de Áustria.
O responsável diocesano recordou que Carlos de Áustria disse durante o noivado, ‘de agora em diante, devemos ajudar-nos mutuamente a chegar ao céu’, e, na sua morte, afirmou à imperatriz Zita ‘amo-te infinitamente’.
D. Nuno Brás destacou a preparação espiritual de Carlos de Áustria e Zita para o sacramento do matrimónio, através de um retiro de uma semana, e a importância que atribuíam à proteção de Nossa Senhora, na aliança quis gravar ‘Sub tuum praesidium’, expressão latina da antiga oração mariana ‘À tua proteção nos confiamos, Santa Mãe de Deus’.
A devoção mariana que acompanhou a vida familiar dos imperadores Carlos de Áustria e Zita foi também transmitida aos oito filhos, o bispo do Funchal lembrou testemunhos que recordavam as lições de catequese dadas pelo pai e o hábito de, no final de cada dia, saudar e abençoar os filhos nos seus quartos.

A Missa da festa do Beato Carlos de Áustria terminou com uma oração junto ao túmulo do imperador, que está numa capela lateral na igreja de Nossa Senhora do Monte; o Beato Carlos de Áustria (Imperador Carlos de Habsburgo) foi beatificado pelo Papa São João Paulo II, em outubro de 2004, informa o Jornal da Madeira, da Diocese do Funchal.
O beato Carlos I nasceu a 17 de agosto de 1887, em Persenbeug (Diocese de St. Pölten), com 29 anos tornou-se imperador da Áustria e rei da Hungria, em Novembro de 1916; três anos depois, em 1919, foi exilado para a Suíça com a família, e a 19 de novembro de 1921, o casal chegou à Madeira, onde passou os últimos meses de vida, faleceu vítima de grave doença respiratória, a 1 de abril de 1922, no Monte.
CB/OC
