Bispo diocesano presidiu à Missa de Quarta-feira de Cinzas, na Catedral

Funchal, Madeira, 06 mar 2019 (Ecclesia) – O bispo do Funchal afirmou na homilia da Quarta-feira de Cinzas que a “conversão é uma atitude” que deve estar “sempre presente na vida de qualquer cristão”, mas na Quaresma esse “convite torna-se mais intenso”.

“A conversão é um caminho de mudança do nosso próprio ser, das realidades mais íntimas, secretas e fundamentais da nossa existência”, disse D. Nuno Brás, esta tarde, na Sé do Funchal.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo diocesano explicou, a partir da liturgia do dia, que a conversão “convida a colocar o outro em primeiro lugar”, “a colocar Deus em primeiro lugar”.

“Convida-nos a esquecer o nosso conforto, para cuidarmos daquele que precisa. Convida-nos à atitude da caridade. A caridade é o nome dado ao amor de Deus por nós. E nós somos convidados a fazer como Deus; a agir como Ele: esquecendo-nos de nós para, primeiro, servirmos o próximo”, desenvolveu.

D. Nuno Brás realçou que a conversão “é uma mudança permanente”, um caminho de constante mudança “no modo de viver” e no “modo de ser”.

“É uma permanente mudança no modo de pensar. Quer dizer: uma transformação no nosso modo de olhar o mundo; A conversão que Jesus nos propõe consiste, em primeiro lugar, no convite a vermos o mundo com os olhos de Deus”, desenvolveu.

O bispo do Funchal explica que “como tudo muda” aqueles que são considerados” inimigos passam a ser alguém “digno do amor de Deus”, por isso, “digno do amor” de cada pessoa.

“Aqueles que tratamos como objectos desprezíveis, são afinal alguém por quem o próprio Jesus morreu na cruz, nossos irmãos. A própria natureza se transforma em dom a ser cuidado e preservado para o bem de todos os que agora vivem e para o bem daqueles que hão de viver depois de nós”, acrescentou no convite à conversão.

A Quaresma, que começou com a Missa com imposição das Cinzas, é um tempo de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, um itinerário de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, em 2019 no dia 21 de abril.

O bispo do Funchal pediu que “estes 40 dias de penitência” não sejam vividos de um modo “apenas exterior, para cumprir o calendário”.

“Aceitemo-los como verdadeiro dom de Deus, como caminho a percorrer, individualmente mas também como comunidade eclesial, com os olhos fixos na Páscoa de Jesus”, disse D. Nuno Brás na Sé.

CB/PR

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