Os direitos humanos ainda estão longe de terem efetiva universalidade para todos

Foto: Diocese da Guarda

Guarda, 10 Out 2020 (Ecclesia) – O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, escreveu sobre a nova encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti, onde realça se vive numa “sociedade fechada, sem que haja projeto de vida para todos, com a continuada tentação do descarte, ou seja de empurrar para fora os que não interessam”.

Como se diz no seu título, esta encíclica, que leva o nome de “todos irmãos”, trata da fraternidade e da amizade social porque “os direitos humanos ditos universais, de facto ainda estão longe de terem efetiva universalidade para todos. O mesmo acontece com a globalização, que continua a segregar”, sublinha o Bispo da Guarda.

“A este mundo queremos preferir outro mundo, que ele chama mundo aberto e pretende-se que seja um mundo baseado na lei do amor, com sociedades efetivamente abertas, porque determinadas a integrar a todos, promotoras do bem moral e que se sabem organizar em função do princípio de que os bens foram criados para todos e daí a função social da propriedade privada”, escreveu na nota enviada à Agência ECCLESIA

Para se fazer caminho conjunto “rumo a este mundo aberto”, é necessário “primeiro que cada um tenha um coração aberto ao mundo inteiro, sem desfazer a sua identidade, mas sempre disposto ao diálogo e à cooperação com todos”.

Ao olhar para o mundo da política, D. Manuel Felício realça que é preciso também “uma política melhor, efetivamente empenhada em promover o diálogo e a amizade social, uma política que integre e reúna a todos e nos entusiasme pelo sonho de sabermos construir juntos”.

“Não só a Igreja mas também as sociedades em geral têm razão para estarem agradecidas ao Papa Francisco pelas propostas que nos faz nesta encíclica”, finaliza

LFS

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