Papa destaca necessidade de assegurar liberdade religiosa no Médio Oriente

Cidade do Vaticano, 09 dez 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco apelou hoje à paz no Médio Oriente e pediu que se respeite o direito à liberdade religiosa das comunidades cristãs da região, numa celebração que levou ao Vaticano o patriarca egípcio de Alexandria.

“Rezemos com confiança para que na Terra Santa e em todo o Médio Oriente a paz possa sempre voltar a erguer-se das paragens demasiado recorrentes e por vezes dramáticas; que se acabem para sempre a inimizade e as divisões”, apelou, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

Francisco falava diante do patriarca de Alexandria dos coptas católicos, D. Ibrahim Isaac Sidrak, que tinha recebido a ‘Ecclesiastica communio’ (comunhão eclesiástica) através do agora Papa emérito Bento XVI, a 18 de janeiro.

O atual Papa criticou os “interesses obscuros” que impedem o avanço de acordos de paz e exigiu “garantias reais” de liberdade religiosa para todos, juntamente com “o direito de os cristãos viverem serenamente onde nasceram, na pátria que amam como cidadãos há dois mil anos”.

“As paralisias de consciência são contagiosas: com a cumplicidade da pobreza da história e do nosso pecado, podem crescer e entrar nas estruturas sociais e nas comunidades, chegando a bloquear povos inteiros”, alertou.

Francisco pediu “imaginação criativa” para promover “caminhos de encontro, estradas de fraternidade, de paz”.

Partindo de uma passagem do livro bíblico do profeta Isaías sobre os “fracos de coração”, o Papa dirigiu-se aos que sofrem a “insegurança e a violência, por vezes por causa da fé cristã”.

“Que o Senhor Jesus, que viveu a fuga com a Sagrada Família e foi hospedado na vossa generosa terra (Egito), vigie sobre o egípcios que procuram dignidade e segurança pelas estradas do mundo”, declarou.

Francisco encontrou-se pela primeira vez com o responsável copta, que se deslocou ao Vaticano para manifestar a sua comunhão com o Papa.

O patriarca Sidrak sublinhou que a Igreja Católica no Egito vive um momento histórico “delicado” e tem necessidade do “abraço paterno” de Francisco.

“Que a luz do Santo Natal seja a estrela que revela a estrada do amor, da unidade, da reconciliação e da paz, dons de que a minha terra tem uma tão grande necessidade”, concluiu.

OC

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