D. José Ornelas diz que o Papa tem sido uma «lufada» do Espírito

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 17 dez 2021 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) saudou o Papa, que celebra hoje o 85.º aniversário natalício, considerando Francisco como “um profeta que anuncia caminhos novos e que também os prepara”.

“O Papa tem ajudado todos a sonhar um mundo novo, uma Igreja nova”, referiu D. José Ornelas, em declarações à Agência ECCLESIA.

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, a 17 de dezembro de 1936; religioso jesuíta, padre há 52 anos, foi criado cardeal por São João Paulo II a 21 de fevereiro de 2001.

A 13 de março de 2013 foi eleito como sucessor de Bento XVI, assumindo o inédito nome de Francisco; é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja e também o primeiro pontífice sul-americano.

O presidente da CEP afirma que Francisco “tem sido, para toda a Igreja, o dom de uma vida consagrada, primeiro na Argentina e depois ao serviço da Igreja universal”.

“É uma lufada de vento, de sopro do Espírito Santo sobre a Igreja, que a renova, que nos dá esperança”, acrescenta.

D. José Ornelas dá como exemplo o atual processo sinodal, que decorre até outubro de 2023, apresentando-o um gesto concreto na construção de uma Igreja em que “todos participem”.

“Que participem com alegria, com as suas qualidades, com os sonhos que têm, para que juntos possamos sonhar o sonho de Deus para a humanidade”, apela.

Papa Francisco com os bispos da CEP, Fátima, 13.05.2017

Já D. Rui Valério, bispo das Forças Armadas e de Segurança, envia ao “querido Papa Francisco” os cumprimentos de parabéns do Ordinariato Castrense.

“Participamos da sua alegria pelo dom da vida, muitos parabéns, continuaremos a tê-lo nas nossas orações e como horizonte de referência para a nossa conduta do dia a dia, nestes tempos tão difíceis e tão exigentes”, disse à Agência ECCLESIA.

O responsável fala num exemplo inspirador para todos, pela atenção à pobreza e à exclusão.

“O pontificado do Papa Francisco está muito identificado com a espiritualidade do Natal”, aponta D. Rui Valério, evocando “não-lugares” da sociedade, onde se encontram histórias “conturbadas” de homens e mulheres.

CB/OC

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