Vaticano diz que se encontra a acompanhar o caso, remetendo decisões do Papa para «tempo oportuno»

Foto: Lusa/EPA

Lyon, França, 30 jan 2020 (Ecclesia) – O cardeal Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon, foi hoje absolvido, pelo Tribunal de recurso da cidade francesa, da condenação inicial a seis meses de prisão, com pena suspensa, por não denunciar abusos sexuais de menores.

A Santa Sé tomou conhecimento da decisão e revelou que o arcebispo optou por “colocar novamente o seu mandato nas mãos do Papa Francisco”.

“Juntamente com a Conferência Episcopal Francesa, a Santa Sé reafirma a sua proximidade a todas as vítimas de abuso, nos seus sofrimentos, e às suas famílias e comunidades, colocando-se ao lado da Igreja de Lyon, que foi duramente provada”, refere uma nota divulgada pela sala de imprensa do Vaticano.

O Papa “continua a acompanhar de perto o progresso destes dolorosos acontecimentos”, informa a Santa Sé, e “comunicará a sua decisão em tempo oportuno”.

O responsável francês comunicou, em março de 2019, que se ia  afastar do governo da Arquidiocese de Lyon, após ter-se encontrado com o Papa, no Vaticano.

Segundo D. Philippe Barbarin, Francisco “não quis aceitar esta demissão”, por causa do princípio da “presunção de inocência”, e deixou nas suas mãos a tomada da “melhor decisão” para a vida da Diocese de Lyon.

O tribunal de Lyon pronunciou a 7 de março de 2019 a sentença de condenação a seis meses de prisão, com pena suspensa, sem a presença do cardeal Barbarin, mas os seus advogados anunciaram de imediato a intenção de recorrer da decisão judicial.

O caso tornou-se do conhecimento público a 23 de outubro de 2015, quando a Diocese de Lyon revelou que tinha recebido queixas contra o padre Bernard Preynat, capelão de um grupo de escuteiros, acusado de ter abusado de dezenas de menores.

Os outros cinco acusados – dois bispos, um padre e dois leigos – foram absolvidos pelo tribunal.

O padre Preynat foi removido de funções no ano de 2015.

OC

Notícia atualizada às 23h32

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