Militares e elementos de Segurança realizam ações “solidárias” em todas as Unidades ultrapassando “situações pontuais” de carências sociais

Foto: Forças Armadas

Lisboa, 29 mai 2020 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança vai celebrar a “primeira Eucaristia comunitária, após desconfinamento”, no Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), em Oeiras, junto dos militares reformados e doentes, num ato “simbólico”.

“No contexto da pandemia não tem sido fácil para eles… Por isso, que melhor maneira de celebrar o reinício das celebrações comunitárias com aquelas e aqueles que, ao longo da vida, deram o melhor de si para hoje sermos o que somos e termos o que temos… a eles se deve o que hoje somos como país e como nação… não é só prestar-lhes uma homenagem; é sobretudo fixar o olhar nos alicerces do nosso presente como país, tal como no dia de Pentecostes voltamos a descobrir a presença e ação do Espírito Santo na raiz da Igreja e da nova humanidade”, afirma D. Rui Valério em declarações à Agência ECCLESIA.

O IASFA acolhe militares reformados e doentes, “que estão no chamado grupo de risco”, explica.

O bispo das Forças Militares e de Segurança dá conta de que em todo o país, “ilhas inclusivamente”, estão a decorrer “permanentes” acções de solidariedade, com iniciativas “internas entre os seus elementos”.

“Recolha de alimentos e de roupas para oferecer aos mais carenciados da zona; também há muitas Unidades onde está a ser feita a recolha de dádivas de sangue, ações que contam com a iniciativa e colaboração dos capelães”, informa o bispo do Ordinariato Castrense.

O responsável explica que, a cada capelão militar, é pedido que reportem ao Ordinariato Castrense “situações de dificuldade ou carência dentro das suas Unidades”.

“Até agora não tem havido situações graves. Apenas reportam situações pontuais em que um membro da família do militar ou do elemento de segurança ficou no desemprego e isso pode representar uma dificuldade acrescida. Mas dentro das Forças Armadas e das Forças de Segurança não há situações de graves problemas sociais”, afirmou D. Rui Valério.

LS

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