Celebração assinalou 50 anos do regresso de antigos militares da guerra do Ultramar, acompanhados da imagem de Nossa Senhora do Sameiro

Foto: Lusa

Braga, 04 set 2021 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança afirmou hoje palavras de “memória, gratidão e esperança” numa eucaristia celebrada por ocasião dos 50 anos de regresso do Batalhão de Caçadores 2859 do Ultramar.

“Há 50 anos um grupo de jovens regressava a Portugal continental porque, antes, tinha recebido e aceite a missão de ir defender a sua Pátria longe, e foram. Fazemos memória de que esses jovens não partiam sozinhos, acompanhava-os Nossa Senhora”, afirmou D. Rui Valério na homilia da celebração, na paróquia de Merelim S. Paio, em Braga.

“Este Batalhão fez-se acompanhar da imagem de Nossa Senhora do Sameiro que, à chegada, a ofereceu à Paróquia de Merelim S. Paio – Braga”, explicou à Agência ECCLESIA D. Rui Valério, num testemunho que evidencia a gratidão da presença de Nossa Senhora “em todos os momentos e todas as circunstâncias da missão”.

O bispo das Forças Armadas afirmou que a vida de missão é marcada pela “força de disponibilidade, da doação, do serviço e entrega”.

D. Rui Valério lembrou que aos jovens de Portugal, foi pedido que “através do serviço militar, abraçassem um projeto que não era propriamente o seu projeto de vida e com espírito de serviço à Pátria deixaram terra, casa, pais, mulher, namoradas, amigos, profissão e assumiram o serviço à Pátria como projeto de vida”.

“A eles a nossa gratidão e o nosso obrigado”, sublinhou.

O responsável afirmou que a esperança “rasga horizontes de futuro” nas “contingências do dia-a-dia”.

“Quando descentramos o olhar de nós mesmos – que só nos faz ver limites e condicionalismos e contingências – e o fixamos em Deus, recebemos novas perspetivas e possibilidades, dá-se-nos uma nova história e um novo sentido para as nossas ações”, afirmou.

LS

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