Cimeira reúne economistas, ministros e banqueiros, com a presença de Kristalina Georgieva

Cidade do Vaticano, 04 fev 2020 (Ecclesia) – O Vaticano vai acolher esta quarta-feira uma conferência com economistas, ministros e banqueiros para debater um pacto global contra as desigualdades e por uma melhor distribuição da riqueza.

Os trabalhos, com a presença de Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, são promovidos pela Academia Pontifícia de Ciências Sociais (APCS).

“A novidade dos últimos 30 anos é que as regras, a própria estrutura das relações económicas, estão a gerar as desigualdades”, indicou Stefano Zamagni, presidente da APCS.

O organismo da Santa Sé alerta para uma “crise social, política e económica”, com impactos no meio ambiente, que leva ao aumento da desigualdade e à “rejeição dos que são prejudicados por esse processo”

“A chamada quarta revolução industrial desafia a própria conceção de trabalho, gerando novos medos sociais que põem em risco a integração social”, adverte a APCS.

Em cima da mesa, durante o dia de trabalhos, estão, entre outros temas, o “desafio das novas plataformas digitais, a rápida mudança da natureza da concorrência, a estrutura de mercado e as novas questões de imparcialidade, transparência e responsabilidade quando se lida com o uso de dados e algoritmos”.

O encontro promovido pelo Vaticano tem como tema “Novas formas de fraternidade solidária, inclusão, integração e inovação”.

Stefano Zamagni, economista, apela a “um pacto global para mudar as regras do jogo económico, especialmente a nível internacional”.

“Até fecharmos os paraísos fiscais espalhados pelo mundo é óbvio que não podemos intervir muito. Aqueles que enriquecem indevidamente – porque o enriquecimento financeiro não se deve a uma capacidade superior de um povo ou ao facto de terem inventado algo extraordinariamente inovador – fazem-no porque tiveram sorte ou não tiveram escrúpulos morais”, denuncia.

OC

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