Responsável nacional fala em momento de «aprendizagem e criatividade»

Foto: Companhia de Jesus_35 anos

Lisboa, 03 jul 2020 (Ecclesia) – O presidente da Direção da Associação de Campos de Férias Católicos com apoio da Companhia de Jesus, Camtil, disse à Agência ECCLESIA que este tempo de pandemia leva “a outra atividade” que possa gerar “aprendizagem e criatividade”.

“Não sei se lhe posso chamar reinvenção porque queria muito que no próximo ano voltássemos ao original que são os campos de férias”, explica Miguel Cabral.

Em tempo de pandemia, a direção do Camtil equacionou outros formatos de campo de férias dada a “estranheza por parte dos animadores, que não se conformavam em não haver campo de férias” e o digital não seria a solução por sentirem que os mais novos estavam “saturados”. 

“Há uma ligação emocional enorme e há uma desilusão e tristeza mas depois uma alegria e esperança para fazer o melhor possível, até numa reunião um dos diretores de campo brincava dizendo como ‘fazer para que o verão de 2020 ficasse marcado pelos melhores não campos de sempre’; queremos que haja um dia diferente, que se possa perceber que pode haver uma aprendizagem e de que com criatividade se pode fazer coisas”, assume Miguel Cabral. 

“Deus, natureza, amizade e serviço” são os quatro pilares que regem os 10 dias de cada campo de férias do Camtil, há 35 anos, mas em 2020 vai ser apenas um dia, no meio da natureza, através de um trilho marcado, e será “um cheirinho de campo de férias”.

Miguel Cabral sente que a “melhor maneira de olhar para isto é considerar que não há campos mas há outra atividade que o Camtil proporciona”.

Foto: AE/SN – Miguel Cabral

“Os campos têm sempre uma caminhada a meio, saem de onde estão, passam uma noite fora e regressam, mas neste verão vamos ter dois dias em que vão acontecer uma caminhada; organizadas por norte, centro ou sul, as pessoas inscrevem-se e assim vamos tendo trilhos para cada pequeno grupo de cerca 8 a 15 pessoas, para que as medidas de segurança sejam asseguradas”, refere.

Os campos são reservados aos sócios do Camtil, entre os 9 e os 17 anos, “sem acesso a tecnologias”, a acontecer a 1 e 22 de agosto, nas zonas de Porto, Coimbra e Lisboa; nestes dias os participantes vão ser convidados a viver as quatro dimensões dos campos de outra forma” para que sejam respeitadas todas as regras de segurança.

Vão ser percursos pedestres já marcados, em contacto com a natureza, com almoço e água para cada um, queremos que tenham um dia diferente depois deste tempo de confinamento e este ano temos o lema “Viver a agradecer” e já há um guião preparado para as propostas espirituais onde este tema vai estar presente”. 

O Camtil é uma associação ligada à Companhia de Jesus e promove acampamentos de férias com a duração de 10 dias, há 35 anos, divididos por escalões, dos 9 aos 17 anos, para além dos campos de “Trolhas” e de “Cegonhas”, dirigidos a animadores, os pais, os adultos camtílicos.

A conversa com Miguel Cabral é mote do programa Ecclesia do próximo domingo, na Antena 1 da rádio pública, pelas 06h00, ficando depois disponível online

SN

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