Cardeal e peregrinos rezaram pelo Papa, em viagem ao «coração da Europa»

Foto: Santuário de Fátima

Fátima, 13 set 2021 (Ecclesia) – O cardeal D. António Marto disse hoje em Fátima que a Igreja Católica tem de ir às “periferias existenciais”, elogiando o exemplo do Papa Francisco, atualmente em viagem na Europa.

“Maria é imagem da Igreja como mãe acolhedora, que acolhe todos, sem discriminação nem exclusão, de braços abertos, para que todos se sintam filhos e filhas amados, escutados, compreendidos”, referiu aos peregrinos que participaram na Eucaristia conclusiva da peregrinação do 13 de setembro, na Cova da Iria.

O bispo de Leiria-Fátima deixou a saudação final da celebração, evocando os 20 anos dos atentados do 11 de setembro, nos EUA, e o “drama dos refugiados” do Afeganistão que “batem à porta da Europa”.

Para D. António Marto, estas são imagens de um mundo “ferido, dividido e fragmentado pela violência do mal”.

“Um mundo ferido e em sofrimento que invoca e grita pela misericórdia do Altíssimo, única capaz de vencer a força do mal”, acrescentou.

O cardeal convidou os presentes a rezar com ele pela viagem apostólica que o Papa Francisco está a realizar, desde domingo, a dois países no “coração da Europa”, Hungria e Eslováquia, que sofreram “os horrores da II Guerra Mundial, a opressão de ideologias e regimes totalitários que perseguiram a Igreja e os cristãos até ao martírio”.

“O Papa vai, peregrino, símbolo da Igreja em saída, onde a sua presença pode consolar, levar a paz, abrir caminhos de reconciliação e de esperança”, referiu.

O responsável agradeceu as reflexões de D. António Moiteiro, bispo de Aveiro, que presidiu à peregrinação internacional aniversária de setembro.

A peregrinação, quinta do ano pastoral, foi vivida sob o tema “Louvai o Senhor, que levanta os fracos”, mantendo as regras de segurança e acolhimento em vigor no Santuário de Fátima, por causa da pandemia de Covid-19.

OC

Partilhar:
Share