A nível internacional, a Ajuda à Igreja que Sofreu apoiou os cristãos em «quase 123 milhões de euros»

Lisboa, 18 jun 2021 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informa que angariou 122,7 milhões de euros em donativos para os cristãos perseguidos, a nível global, e em Portugal registou-se “um máximo histórico” ultrapassando os 3 milhões e 400 mil euros.

“Este valor representa um acréscimo de esforço e de solidariedade dos portugueses dado o contexto muito adverso provocado pela pandemia da Covid-19”, assinalou a diretora do secretariado português da AIS.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, Catarina Martins de Bettencourt observa que a generosidade dos benfeitores da fundação pontifícia ficou demonstrada “não só ao nível dos donativos” mas também na “preocupação” pela situação difícil que muitas comunidades cristãs têm vindo a enfrentar “no mundo por causa do aumento da perseguição religiosa”.

Em 2020, em Portugal registou-se um máximo histórico de donativos ultrapassando “os 3 milhões e 400 mil euros”.

A diretora do secretariado português da AIS destacou o apoio à Igreja em África, nomeadamente em Moçambique, por causa dos ataques terroristas em Cabo Delgado, e alertou que “são cada vez mais os países atingidos pelo terrorismo islâmico”.

Neste contexto, indicou também como exemplo da “solidariedade ímpar” dos benfeitores em Portugal o caso do Líbano, após a explosão no porto de Beirute, a 4 de agosto de 2020.

Catarina Martins de Bettencourt referiu-se também ao importante apoio aos padres e irmãs que estão estado na linha da frente no combate à pandemia Covid-19.

“A nossa solidariedade, de facto, não tem limites”, referiu.

A nível global, a Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre informa que conseguiu angariar “122,7 milhões de euros em donativos para os cristãos perseguidos” em todo o mundo, “um aumento de 16,4 milhões de Euros, ou 15,4% face ao ano anterior”.

“A pandemia não só virou de avesso o nosso próprio trabalho, como também agravou drasticamente a situação dos cristãos em muitas regiões do mundo, que se viram literalmente, quase de um dia para o outro, sem trabalho, salário ou comida. E muitos padres e religiosos também ficaram sem saber o que fazer face às despesas”, disse hoje o presidente executivo internacional da AIS, Thomas Heine-Geldern, na apresentação do relatório anual.

Segundo a fundação pontifícia, os donativos dos benfeitores – “a instituição não recebe quaisquer verbas públicas” – apoiaram 4758 projetos, com destaque para o continente africano, com cerca de 32,6% do total dos projetos, e a a Ásia, que “foi outra região prioritária”, com 18% do total de ajuda.

Com o apoio da AIS foram também construídos, reconstruídos ou restaurados “cerca de 744 igrejas, casas paroquiais, conventos, seminários ou centros comunitários”, após terem sido destruídos ou danificados, a sua maioria, por ataques terroristas ou de situações de guerra.

Foram fornecidos à Igreja 783 bicicletas, 280 automóveis, 166 motociclos, 11 pequenos barcos, dois autocarros e um camião, para além do apoio a sacerdotes, seminaristas e religiosas, informa a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

CB

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