Pedem os professores católicos Os professores católicos pedem às entidades governamentais para que se criem “todas as condições indispensáveis à diminuição e à gradual extinção das causas geradoras do analfabetismo, da iliteracia, bem como do «abandono e insucesso escolar» – refere o comunicado final do encontro dos professores cristãos de vários graus de ensino ligados à LEC/MEC (Liga Escolar Católica/Movimento de Educadores Católicos). Uma actividade realizada em Fátima, dias 28 e 29 de Setembro, onde os docentes, vindos dos mais variados sítios do continente e ilhas, pedem também para que “sejam devidamente respeitados, defendidos e incrementados os valores religiosos em que se fundamenta grande parte da cultura europeia em que estamos inseridos” – realça o documento. Independentemente da idade e do grau de instrução das pessoas, os professores cristãos alertam também para que se faculte a estas “a possibilidade de se valorizarem e de partilharem os respectivos saberes nos vários domínios da técnica, da ciência e da cultura”. Apesar de estarmos na era globalização, todos os bens da terra, dos quais a educação é um dos mais essenciais, “devem estar ao serviço do homem todo e de todo o homem”. Estabelecer uma política de articulação alargada às diversas estruturas locais, regionais e nacionais da sociedade, de maneira a que “a escola possa enfrentar os seus problemas e realizar a sua missão no momento que passa”- é outra das propostas feitas no comunicado final. A implantação na sociedade, na família e na escola de “comportamentos respeitadores das diferenças e fomentadores da justiça, da paz e da solidariedade entre as pessoas e os grupos” é umas das urgências referidas no comunicado final. Observadores atentos do processo educativo e social em curso e actores envolvidos no seu desenvolvimento, em vez “de um silêncio comprometedor, preferimos erguer a voz «sobre os telhados», no momento em que “consideramos estar em perigo alguns dos valores essenciais por que deve reger-se a educação da pessoa, da família e da sociedade”- sublinha
