Arcebispo completou 75 anos, limite de idade determinado pelo Direito Canónico, e espera decisão de Francisco

Évora, 04 abr 2015 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora, D. José Alves, revelou hoje que apresentou ao Papa Francisco a sua renúncia ao cargo, após ter completado 75 anos de idade (20 de abril), de acordo com o Direito Canónico.

"O que está previsto é que, chegando àquela idade, o bispo recorda ao Papa (…). Cumpri a idade e estou à sua disposição", afirmou aos jornalistas, durante uma conferência de imprensa que serviu para apresentar a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016 (8 de maio).

O número 1 do cânone 401 do Código de Direito Canónico determina que qualquer bispo diocesano que tenha completado 75 anos de idade deve apresentar a renúncia do ofício ao Papa, o qual toma uma decisão sobre o caso.

O arcebispo de Évora disse estar “sereníssimo” em relação à sua sucessão, recordando depois que a nomeação de qualquer bispo passa por um “processo prévio” em que são consultadas “muitas pessoas”.

Para este responsável, o território desta arquidiocese alentejana sofre as consequências do "deserto social" que atinge o interior do país, cada vez mais envelhecido.

D. José Alves foi nomeado arcebispo de Évora a 8 de janeiro de 2008 e tomou posse da Arquidiocese no dia 17 de fevereiro desse mesmo ano.

Natural da Diocese de Guarda, D. José Francisco Sanches Alves nasceu a 20 de abril de 1941, na freguesia de Lageosa (Sabugal); estudou Filosofia e Teologia nos seminários da Diocese da Guarda.

Em 1966, a 3 de julho, foi ordenado presbítero na Catedral de Évora.

Na Arquidiocese de Évora foi vigário-geral, coordenador diocesano da Pastoral e presidente do Cabido da Catedral.

A 7 de março de 1998 foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa e a sua ordenação episcopal celebrou-se em Évora, a 31 de maio de 1998.

A 22 de abril de 2004 foi nomeado por João Paulo II como Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Em 2008, após a sua nomeação como arcebispo de Évora, D. José Alves recebeu das mãos do Papa Bento XVI o pálio, insígnia litúrgica própria dos arcebispos metropolitas.

Este sistema administrativo veio da divisão civil do Império Romano, depois da paz de Constantino (313), e em Portugal há três províncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.

OC

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