«Procurar e Acolher os Sedentos da Esperança» vai continuar a ser o tema no ano pastoral 2020/2021

Foto: Arquidiocese de Évora

Évora, 10 jul 2020 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora presidiu às reuniões com os membros dos conselhos presbiteral e pastoral diocesanos, que refletiram sobre os efeitos da pandemia de Covid-19 no território desta Igreja e sobre o ano pastoral 2020/2021.

“Acredito que este tempo de pandemia, tal como os grandes conflitos mundiais do século passado, traga um novo tempo de fecundidade, de relançamento e de desafio para a Igreja”, disse D. Francisco Senra Coelho, na reunião Extraordinária do Conselho Pastoral Diocesano (CPD), no Seminário Maior de Évora.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, pelo Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora, o arcebispo explicou que se “impõe uma atitude interior de colocar o Senhor no centro da vida e no centro do mundo”.

Segundo D. Francisco Senra Coelho outra das experiências desta pandemia foi “a valorização da família como igreja doméstica”, acrescentando também a importância das pequenas comunidades, que noutros tempos da história, particularmente no período das perseguições, foi determinante.

“Não podemos estar num cristianismo sem redenção, neste momento que vivemos; Temos que ser a pedra onde Cristo edifica a sua Igreja, ainda mais neste tempo, sabendo que o Senhor está connosco e atua através de nós”, desenvolveu, na reunião Extraordinária do CPD, no dia 4 de julho.

A ‘Reflexão em contexto de pandemia’ foi apresentada pelo presidente do conselho diretivo do Instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE), cónego José Morais Palos, que considerou que “certamente o ano de 2020 ficará para a história como o ano da pandemia”.

O responsável fez uma leitura sobre as iniciativas pastorais que foram desenvolvidas neste contexto, realçando a dimensão virtual e abordando algumas interpelações, quer no campo científico e ecológico, quer, sobretudo, a partir da Sagrada Escritura.

“Os tempos que vivemos e que se avizinham são difíceis. Mesmo que a crise sanitária vá passando, há muitas consequências”, acrescentou o sacerdote.

Os membros do Conselho Pastoral Diocesano consideraram que, na pandemia,a Igreja olhou sobretudo para as pessoas, para a sua segurança, procurando estar perto delas, e assinalaram a necessidade de cada cristão valorizar mais a espiritualidade e a ação sociocaritativa.

O coordenador da pastoral diocesana de Évora explicou ao CPD que o Plano Pastoral 2019/2020 “não pode ser executado como estava previsto”, por causa da pandemia, e o tema ‘Procurar e Acolher os Sedentos da Esperança’ vai continuar a guiar a arquidiocese no ano pastoral 2020/2021.

O cónego Carlos Melo adiantou ainda que o atual triénio pastoral passa a um quadriénio.

A 6 de julho, D. Francisco Coelho presidiu também à reunião do Conselho Presbiteral Diocesano onde se refletiu sobre “os impactos a nível religioso e social” da pandemia deCovid-19.

Durante o encontro foi apresentado o esboço do plano pastoral 2020/2021 e foram apresentadas as contas da arquidiocese pelo ecónomo, o diácono José Carlos Carvalho

CB/OC

 

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