D. Francisco Senra Coelho lembrou quem sofre «violência, os que são explorados, os que são excluídos»

Foto Paulo Azadinho

Évora, 11 abr 2022 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora afirmou que contemplar a Cruz, “onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus”, significa assumir a mesma atitude e “solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo”, este domingo, na celebração de Ramos.

“Unido a todos os que sofrem os horrores das guerras, com os seus cortejos de desumanidades, nomeadamente os nossos irmãos Ucranianos, rezo para que a Igreja de Cristo em Évora viva uma fecunda e renovada Semana Santa”, disse D. Francisco Senra Coelho, na homilia enviada à Agência ECCLESIA.

Os “crucificados neste mundo”, indicou o arcebispo de Évora, são as pessoas que “sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos”, os que são privados de direitos e de dignidade.

“Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias. Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens. Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor”, desenvolveu.

Segundo o arcebispo de Évora, viver deste jeito pode “conduzir à morte”, mas o cristão sabe que “amar como Jesus é viver a partir de uma dinâmica que a morte não pode vencer”.

“O amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurreição”, realçou.

D. Francisco Senra Coelho explicou na homilia que não podemos ficar “apenas na contemplação da entrada gloriosa de Jesus”, mas tomar “renovada consciência” que o Domingo de Ramos se faz na Paixão do Senhor, que em Jesus Cristo “a glória não está desligada da Cruz”, o caminho que conduz à eternidade “está marcado pela vulnerabilidade e fragilidade”.

“Em Jesus Cristo não há glória sem Cruz e os sofrimentos e as dores unem-se na Sua entrega generosa à vida nova que Ele nos oferece”, acrescentou.

Na Sé de Évora, o arcebispo explicou que Jesus Cristo assume a “humanidade, na sua integridade e totalidade”, e de braços abertos na cruz “abraça cada homem e cada mulher” para ensinar que a dor e o sofrimento “não têm a última palavra”.

“Em Jesus Cristo não há glória sem Cruz e os sofrimentos e as dores unem-se na Sua entrega generosa à vida nova que Ele nos oferece”, afirmou D. Francisco Senra Coelho, na homilia da celebração que começou na igreja da Misericórdia, de onde saiu a procissão dos Ramos que percorreu algumas ruas do centro histórico até à catedral eborense.

CB

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